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    Representantes do Sul e Sudeste devem se reunir para discutir a reforma tributária, diz Eduardo Leite

    Governador do Rio Grande do Sul citou governança do conselho federativo e distribuição do Fundo de Desenvolvimento Regional como possíveis pautas do encontro

    Representantes do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) devem realizar uma reunião no dia 4 de julho
    Representantes do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) devem realizar uma reunião no dia 4 de julho Reprodução/CNN (03.jan.2023)

    Amanda Sampaioda CNN

    Em São Paulo

    Em entrevista à CNN na noite desta quinta-feira (22), o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), afirmou que os representantes do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) devem realizar uma reunião no dia 4 de julho para discutir os pontos críticos de interesse das regiões Sul e Sudeste a respeito da reforma tributária.

    Leite afirmou ainda que espera que os 256 deputados das duas regiões, que representam metade da Câmara dos Deputados, estejam presentes no encontro, e citou a governança do conselho federativo e a distribuição do Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR) como possíveis pautas da reunião.

    “O objetivo não é fazer valer a força dos estados do Sul e Sudeste sobre outras regiões, mas buscar um ponto de equilíbrio, unindo os desejos dessas regiões em favor das outras”, afirmou.

    O governador também afirmou que os representantes do Rio Grande do Sul são a favor da reforma tributária, mas enfatizou haver pontos que ainda precisam ser discutidos.

    “Nós defendemos que o conselho federativo não deva ter decisão de um voto para cada estado, para que não haja maiorias, mas que seja considerado um quórum regional”, disse.

    Sobre o FDR, Leite disse entender que a maior parte do fundo deve ser direcionado para os estados que mais precisam, no entanto, pontuou que não pode haver “desproporção”.

    “Nossos estados podem até ter uma condição mais desenvolvida do ponto de vista econômico e social, mas estamos pressionados do ponto de vista fiscal por decisões tomadas no passado, que nos fizeram desenvolver mais, mas que nos tiraram a capacidade de investimento”, afirmou.

    “A gente não pode desenvolver algumas regiões do Brasil à custa do empobrecimento de outras”, disse o governador em menção ao critério do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE).

    “O Rio Grande do Sul vai ter 1,7% deste fundo de participação, o que eu acho pouco. Eu defendo algo perto de 2,5%”.