Estudantes tentam resolver conflitos globais em simulação da ONU em SP

Jovens representam delegados e devem debater geopolítica, direitos humanos e guerras em busca da resolução de conflitos

Maria Paula Giacomelli, colaboração para a CNN Brasil
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Para as férias acadêmicas deste ano, nada de descanso. Um grupo de jovens de universidades e escolas vai assumir posições de tomada de decisão e simular a resolução de conflitos globais nos moldes da ONU (Organização das Nações Unidas).

No evento que ocorre em São Paulo, os estudantes assumirão simbolicamente as cadeiras do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que discute a resolução de crises internacionais e debate geopolítica e direitos humanos. O evento XIV SPMUN junta jovens para simular reuniões, vetar resoluções, negociar sanções e decidir quais crises internacionais entram na agenda de conflitos armados. 

Para isso, cada aluno assume uma cadeira no Conselho como representante de um país (as chamadas delegações). A proposta deste ano é analisar o cenário internacional, marcado pela guerra na Ucrânia e por conflitos e instabilidade persistente no Oriente Médio, e os impasses diplomáticos entre as grandes potências.

O evento teve início na terça-feira (29) e vai até sábado (4), na Escola Superior de Propaganda e Marketing, em São Paulo. A porta-voz do XIV SPMUN — ela mesma ingressou ainda estudante — afirma que a oportunidade é uma maneira de jovens refletirem sobre o impacto de conflitos mundiais e a atuação coletiva da sociedade para a paz.

"As simulações ajudam a mostrar que o trabalho da ONU não é só Assembleia Geral e o que se vê na televisão. É uma oportunidade de mostrar mais do trabalho da organização e de replicar os esforços fora dela também", diz Rafaella Cerqueira, que atua como Secretária-Geral Administrativa.

A porta-voz repercute ainda as críticas que a ONU vem enfrentando nos últimos anos por uma suposta atuação aquém diante dos diversos conflitos internacionais que se desenrolam mundo afora.

"A ONU não pode interferir diretamente na soberania de nenhum país. Ela emite determinações e sugestões, mas fica sob a responsabilidade dos países que fazem parte do Comitê de seguirem as decisões do Conselho. Mas a ONU precisa mudar em vários sentidos", afirma. "Por meio dessas simulações, é possível construir uma juventude mais consciente dos desafios de onde se quer chegar."