Professores da rede estadual de São Paulo iniciam paralisação de 48 horas
Docentes cobram reajuste salarial e devem se reunir no vão do Masp na sexta (10)

Professores da rede estadual de ensino de São Paulo iniciaram, nesta quinta-feira (9), uma paralisação de 48 horas como protesto pelo reajuste salarial.
A paralisação foi convocada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e reivindica ainda aumento salarial da categoria. Uma assembleia no vão livre do Masp deve ocorrer na sexta-feira (10) para avaliar a continuidade do movimento.
Os docentes cobram reajuste do piso salarial nacional no salário base de toda a carreira, convocação de professores concursados e valorização da carreira docente.
Outra questão abordada pelo sindicato é a derrubada do PL 1316/2025 enviado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) à Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) em dezembro. O texto do projeto de lei propõe uma revisão da legislação educacional e a implementação de critérios para desempenho, progressão e bonificação, para que os profissionais sejam remunerados “de maneira justa”.
Outro ponto descrito no PL é condicionar promoções à aprovação em avaliação teórica, prática ou teórico-prática de conhecimentos específicos. Mais uma proposta mencionada no documento é a remoção de professores que não atingirem “grau satisfatório na avaliação de desempenho”.
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo se reuniu com integrantes da Apeoesp na manhã de terça-feira (7) para discutir as reivindicações dos docentes. Em nota, a Seduc disse que monitora a adesão ao movimento.
Nas redes sociais, o sindicato pede que as famílias não mandem os alunos para a escola. “Chega de autoritarismo. Lutamos por educação de qualidade e direitos profissionais.”
A reportagem pediu um posicionamento ao governo do estado por meio da Secretaria de Comunicação, mas não teve retorno.


