À CNN, Maranata diz "não ter rancor" para trabalhar com qualquer presidente

Candidato do PSDB ao governo do Rio Grande do Sul fez críticas ao governador Eduardo Leite (PSD), dizendo que ele criou uma "disputa interna de vaidade" no estado

Leticia Moreira, colaboração para a CNN Brasil, Filipe Pereira, da CNN Brasil*, São Paulo
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Em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (9), o candidato ao governo do Rio Grande do Sul pelo PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) Marcelo Maranata disse que ele, enquanto era prefeito de Guaíba (RS), não teve "rancor" para negociar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao falar sobre as enchentes históricas de 2024.

Na avaliação de Maranata, o diálogo com o governo federal foi um "diferencial" que contribuiu para a reconstrução do município após o episódio.

"A habilidade de negociar com o governo, tanto da esquerda quanto da direita, de não ter o ódio na mesa, de poder negociar independente de quem esteja como no cargo de presidente da República, foi um grande diferencial", disse ele.

O candidato disse que, à época, fez uma carta ao presidente Lula pedindo que a sede da República fosse transferida para o Rio Grande do Sul com o objetivo de dar visibilidade à tragédia. Na visão dele, o atual governador do estado, Eduardo Leite (PSD), criou uma "disputa interna de vaidade".

"Fiz uma carta para o Lula pedindo [...] e claro que sem esse ódio, sem esse rancor. O Eduardo [Leite] criou uma disputa interna de vaidade e isso não ajuda ninguém", opinou.

Naquele ano, após as enchentes, Lula e Leite trocaram farpas sobre os esforços feitos para recuperar os danos causados pela calamidade. À época, o petista disse que o governador parecia estar sempre insatisfeito com o trabalho do governo federal, enquanto Leite afirmou que o trabalho dele era cobrar "o que é de direito do povo".

Maranata ainda disse que, quando a população precisa de ajuda, o lado político não importa.

"Eu não me lembro de ninguém durante a pandemia ou durante a enchente que chegasse com a cesta básica ou então uma entrega de um colchão, de uma ajuda que viesse, e dizer: 'Olha, se esse se esse recurso está vindo do PT, eu não quero. Se esse recurso está vindo do [Jair] Bolsonaro, eu não quero'", pontuou.

De acordo com ele, é necessário reconhecer o trabalho feito pela federação.

"Isso foi o diferencial, da agilidade, de não ter rancor na mesa, de reconhecer, de trazer o presidente Lula, dar a visibilidade que precisa, a primeira-dama também esteve aqui, da mesma forma que o Bolsonaro também, lá na pandemia, buscando recurso para o município", continuou.

"Essa luta, essa divisão, que atrapalha, que nos divide, que nos separa e que nos enfraquece."

*Sob supervisão de Lucas Schroeder