Análise: Flávio e Lula partem em busca do voto indeciso

Número de indecisos cresceu de 4% para 10,3% em pesquisa; segundo Clarissa Oliveira, isso indica um desafio para ambos os candidatos na corrida eleitoral

Da CNN Brasil
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Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concentram esforços na disputa pelo eleitorado indeciso, que apresentou crescimento significativo. Na pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta segunda-feira (31), o número de indecisos no cenário de segundo turno entre os dois candidatos saltou de aproximadamente 4% para 10,3%.

Durante o Live CNN desta segunda-feira (31), a analista de Política Clarissa Oliveira destacou que esse crescimento no número de brancos, nulos e indecisos indica que eleitores que antes declaravam intenção de voto em Lula ou em Flávio Bolsonaro estão retornando ao campo dos indecisos.

"Esse eleitor falou 'desisti de algum desses dois', ele voltou a boiar à espera de uma alternativa, de uma opção que me convença", ilustrou Clarissa.

A analista apontou que tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro enfrentam aumento em seus índices de rejeição. No caso de Lula, o envolvimento do filho dele, Lulinha, e do ex-chefe de gabinete, Marcola, com a lobista Roberta Luchsinger contribuiu para o desgaste do petista.

"O desgaste do governo Lula acaba favorecendo o Flávio também. Ele consegue equilibrar no campo da direita o seu próprio desgaste, com o caso "Dark Horse". Flávio tem os problemas dele, mas ele se beneficia da rejeição maior do seu adversário", afirmou.

Outro candidato que aparece com crescimento nas pesquisas é Augusto Cury (Avante), que registrou 7,8% no levantamento Atlas/Bloomberg e 11% na pesquisa BTG/Nexus. Clarissa observou que esse crescimento estaria mais relacionado ao desgaste dos demais candidatos do que a um desempenho próprio de Cury.

A analista, porém, ressaltou que o efeito da sabatina de Augusto Cury no Jornal Nacional, da TV Globo, realizada no sábado (29), ainda não havia sido captado pela pesquisa: "Por isso que eu falo que, no meu entender, [o crescimento de Cury nas pesquisas] teria mais a ver com o desgaste".

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