Análise: Time de Flávio vê acenos do STF para dialogar

Arquivamento de caso contra Alfredo Gaspar e outras decisões são interpretados como sinais positivos da corte à campanha de Flávio Bolsonaro; a analista de Política da CNN Jussara Soares comenta o tema ao CNN Prime Time

Da CNN Brasil
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O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o arquivamento de uma investigação por estupro de vulnerável contra o deputado Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apurou a analista de Política da CNN Jussara Soares.

A decisão foi acompanhada de outras movimentações no âmbito da corte que, segundo interlocutores próximos à campanha, representam acenos positivos do STF ao grupo político.

De acordo com Jussara, na edição do CNN Prime Time de terça-feira (6), a equipe jurídica de Flávio Bolsonaro já havia solicitado o arquivamento do caso desde o início da campanha.

A decisão de Gilmar Mendes veio em consonância com o posicionamento da Procuradoria-Geral da República, que apontou a ausência de indícios suficientes para sustentar a acusação contra o deputado Alfredo Gaspar.

Decisões do STF após resultado do primeiro turno

No mesmo dia, o ministro do STF Alexandre de Moraes também proferiu uma decisão relevante, determinando a progressão de regime de uma mulher condenada pelos ataques de 8 de janeiro, a "Débora do Batom".

Segundo apurou Jussara Soares, o conjunto dessas decisões ocorre logo após Flávio Bolsonaro sair à frente no primeiro turno das eleições, o que alimenta a leitura de que parte da Corte estaria disposta a dialogar com uma eventual gestão do candidato.

Jussara Soares também relatou que o senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, tem procurado ministros do STF.

Segundo apuração da jornalista junto à campanha, "os recados que estão vindo de lá é que pelo menos uma ala da Corte não vai se opor a uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro e sim estará disposta a dialogar".

Declaração sobre governança sem "sentimento de vingança"

Rogério Marinho também declarou publicamente que Flávio Bolsonaro não governaria com sentimento de vingança, o que, segundo a análise de Jussara Soares, confirma a postura de equilíbrio adotada pela campanha.

No entanto, a jornalista ressaltou que há limites nesse processo de aproximação: Alexandre de Moraes ainda é visto como figura hostil pelo bolsonarismo.

A campanha, portanto, segue equilibrando as relações com diferentes alas do STF, enquanto colhe sinais que considera positivos após o resultado do primeiro turno.

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