Caiado diz que CLT se tornou "arcaica" e defende escala 5x2

Antes, candidato à Presidência havia classificado a pauta como medida de "caráter simplesmente populista e eleitoreiro"

Gabriela Piva, da CNN Brasil, Lucas Massei, da CNN Brasil*, São Paulo
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O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) disse, nesta quinta-feira (27), que o regime de trabalho CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) se tornou "arcaico".

Mesmo assim, o ex-governador de Goiás também defendeu o fim da escala 6x1, que tramita no Senado Federal. "Em relação ao 5x2, todos nós somos favoráveis. [...] Estando na Presidência da República, eu vou buscar aquilo que é demanda da juventude brasileira. A pessoa não quer mais CLT, isso já se tornou uma coisa arcaica", disse Caiado em entrevista à TMC.

"A ferramenta da digitalização, o avanço da inteligência artificial, faz com que as pessoas possam destinar parte do seu dia de acordo com aquilo que ele demanda como sendo uma hora em que ele vai se dedicar ao estudo, à sua casa, ao lazer e ao trabalho. Essa formalidade, que é uma rotina hoje em vários países desenvolvidos do mundo, nós temos que trazer ao Brasil também", completou.

Caiado mudou de opinião com relação à redução da jornada de trabalho, que antes ele havia classificado a pauta como medida de "caráter simplesmente populista e eleitoreiro". Na ocasião, o ex-governador de Goiás disse que a proposta seria "mais uma surpresinhas" do governo do presidente Lula (PT).

"Cada hora é uma surpresinha. Eu não voto nessa matéria, não posso influenciar. Vários parlamentares vão analisar a condição disso, sendo que o Lula simplesmente disse 'toma que o filho é teu'. Ele lançará outras dessas", disse em entrevista para jornalistas em Brasília.

Ele também defendeu, em outras oportunidades, um modelo de  jornada de trabalho que permitisse a cada trabalhador e empregador negociarem a quantidade de horas trabalhadas de acordo com a produtividade e eficiência.

Conforme apuração da CNN Brasil, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizaram a Lula que não há tempo hábil para levar a PEC do fim da jornada 6x1 ao plenário do Senado na semana que vem. Com isso, a conclusão da pauta deve ficar para o período pós-eleitoral.

*Sob supervisão de Renata Souza