CEO do Instituto Ideia: Temas sobre STF devem estar presentes na eleição
CEO do Instituto Ideia analisa pesquisa sobre rejeição de indicado ao STF pelo Senado e impacto eleitoral do tema
A rejeição histórica de um indicado ao STF (Supremo Tribunal Federal) pelo Senado, fato inédito desde 1894, mobilizou a opinião pública de forma expressiva. É o que aponta uma pesquisa do Instituto Ideia, cujos dados foram analisados por Cila Schulman em entrevista ao CNN 360°.
Para Schulman, o tema do STF deve estar presente nos debates eleitorais, especialmente nas disputas para o Senado. Ela explicou que o eleitor compreende que o senador detém a prerrogativa de, inclusive, conduzir o impeachment de um ministro do STF. "É um tema que vai estar presente na eleição, especialmente na eleição de Senado", afirmou.
Segundo Schulman, mais de 58% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento sobre o episódio. "O que mais me chama atenção nessa pergunta é o nível de conhecimento que as pessoas tiveram com relação a esse fato", declarou.
Para ela, o alto índice de informação se explica pela ampla circulação do tema nas redes sociais e em grupos de WhatsApp, além da cobertura da imprensa. "As pessoas estão bastante ligadas com esse tema STF", afirmou.
Os dados da pesquisa revelaram uma divisão na interpretação do episódio: 36% dos entrevistados viram o ocorrido como uma articulação bem-feita da oposição, enquanto 35% apontaram o evento como uma derrota do governo.
Schulman destacou, no entanto, que, apesar do elevado nível de conhecimento sobre o fato, a população não tem clareza sobre o que exatamente aconteceu. "Embora as pessoas tenham sabido, elas não sabem exatamente o que aconteceu", disse. "Foi ali uma operação bastante única para causar esse resultado", acrescentou.
Apesar da repercussão, Schulman pondera que fatos políticos dessa natureza não costumam gerar impacto eleitoral imediato. Ela ressaltou que o instituto realiza esse tipo de pergunta justamente para mapear os temas que tendem a ganhar relevância ao longo do processo eleitoral. "A gente ainda está longe do pleito, então é preciso testar muitas questões que estão acontecendo, temas que vão entrar na eleição", concluiu.


