Flávio aposta em estrelas do centrão para driblar falta de alianças
Alguns dos nomes do grupo que deverão apoiar Flávio ao longo da campanha são Tarcísio de Freitas, Cleitinho Azevedo e Tereza Cristina

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) aposta no apoio de estrelas do centrão para driblar a falta de alianças formais com partidos do grupo ao longo da campanha eleitoral.
Até o momento, a candidatura caminha para uma chapa pura, apenas do PL, diante da negativa de partidos do centrão, antes tidos como aliados naturais. Dessa forma, o mais provável é que Flávio terá de recorrer a um nome do próprio PL para ser seu vice, que agora só deve ser definido até 15 de agosto.
“Os caciques políticos [do centrão] estão com preocupações, mas os principais quadros sabem da minha capacidade”, declarou nesta terça-feira (4) Flávio em sabatina organizada pelo portal O Antagonista e pela empresa de educação executiva G4.
O sonho inicial da campanha bolsonarista era formar uma coalizão como a de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, onde o palanque do governador reúne 12 partidos. Sem conseguir repetir o modelo, Flávio busca herdar parte do capital político do aliado no maior colégio eleitoral do país.
Para tanto, Flávio deverá apostar em agendas conjuntas e nas próprias falas de Tarcísio em São Paulo para ajudar a alavancar a candidatura ao Planalto no estado.
Já em Minas Gerais, uma das apostas é no apoio do colega de Senado Cleitinho Azevedo, filiado ao Republicanos assim como Tarcísio. Flávio afirma que Cleitinho também estará ao seu lado independentemente da falta de uma aliança formal com a sigla.
Cleitinho tem se destacado no cenário político da direita em Minas, junto ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL), e, inclusive, tem aparecido em primeiro lugar em pesquisas de intenção de voto para governador, mas, diante da demora em definir seu futuro, o Republicanos acabou vetando sua candidatura ao Executivo estadual.
A senadora Tereza Cristina (PP) é outro nome que deve ajudar a campanha de Flávio no Mato Grosso do Sul, e, especialmente, perante o público mais ligado ao agronegócio.
Ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro (PL), ela chegou a ser cotada como vice de Flávio. No entanto, o PP optou pela neutralidade, o que impediu a construção da chapa.



