"Pará é outro", diz Helder Barbalho ao deixar governo para disputar Senado

Governador destaca avanços de sua gestão e confirma transmissão do cargo à vice Hana Ghassan

Tayana Narcisa, da CNN Brasil, Belém
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Às vésperas de deixar o cargo de governador para disputar uma vaga no Senado, Helder Barbalho (MDB) fez um balanço dos oito anos à frente do Executivo estadual e afirmou que, “muita gente fala que o Pará é outro” — uma referência às transformações realizadas durante sua gestão.

A transmissão oficial do cargo para a vice-governadora Hana Ghassan ocorrerá nesta quinta-feira (2), em Belém.

Em um pronunciamento divulgado em suas redes sociais, Barbalho destacou os avanços do estado e, de forma emocionada, reafirmou seu compromisso com o Pará ao afirmar que deixa o governo com "gratidão e profundo orgulho".

A fala também teve tom de despedida, com o governador elencando as principais conquistas de seu período à frente do estado.

A saída de Helder Barbalho segue a exigência legal de desincompatibilização para chefes do Executivo que desejam disputar outros cargos eletivos. A vice-governadora Hana Ghassan, que assume interinamente a função, tem 36 anos de experiência como servidora pública concursada e, ao lado de Barbalho, integrou a gestão estadual desde 2018.

Eleito em 2018 e reeleito em 2022 com aproximadamente 70% dos votos — o maior percentual de apoio entre os governadores reeleitos no país — Barbalho encerra seu segundo mandato com algumas conquistas que marcaram sua administração:

  • Obras de mobilidade urbana e integração regional
  • Construção de novos hospitais e escolas e a ampliação de programas de saúde preventiva;
  • COP 30

Com a saída do cargo, Helder Barbalho passará a se dedicar integralmente à campanha eleitoral para o Senado. A intensificação de suas agendas políticas pelo interior do estado está entre suas prioridades, além da construção de alianças e articulações para as eleições gerais de 2026, onde ele figura como um dos principais nomes da política paraense.

A transição de governo, apesar de não ser um processo inusitado, também marca o fim de um ciclo político que tem consolidado Barbalho como um nome central na política do Pará e do Norte do Brasil.