Por que Bolsonaro e Valdemar não podem estar juntos na convenção de Ricardo Nunes

Ambos foram alvo da Operação Tempus Veritatis, que investiga organização criminosa que teria atuado em tentativa de golpe de Estado e estão proibidos de se comunicar desde 8 de fevereiro

Manoela Carlucci, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
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O ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, não poderão estar juntos na convenção que irá confirmar a candidatura do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), à reeleição. O evento está previsto para 3 de agosto.

Bolsonaro e Valdemar estão proibidos de manter contato até por meio de advogado por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Eles têm presença confirmada no evento de Nunes, que terá como vice um indicado por Bolsonaro: o coronel da reserva da Polícia Militar, Ricardo de Mello Araújo (PL). 

Por causa da ordem judicial, a equipe do prefeito prepara um esquema logístico para que os dois não se encontrem.

Por que Valdemar e Bolsonaro não podem ficar juntos?

A decisão aconteceu após os dois terem sido alvos da Operação Tempus Veritatis, que investiga uma organização criminosa que teria atuado numa tentativa de golpe de Estado para manter o ex-presidente no poder após as eleições presidenciais de 2022.

Em operação de busca e apreensão no dia 8 de fevereiro deste ano, no âmbito da investigação, a Polícia Federal apreendeu o passaporte de Bolsonaro, encontrado na sede do PL de Brasília. Valdemar Costa Neto chegou a ser preso no mesmo dia por porte ilegal de arma, mas deixou a carceragem da Polícia Federal no dia 10 do mesmo mês.