PT aguarda arranjo na direita para definir chapa em São Paulo

Segundo apuração de Clarissa Oliveira, ao Live CNN, partido avalia cenário eleitoral e possível saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda para participar da campanha à reeleição de Lula

Da CNN Brasil
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O Partido dos Trabalhadores (PT) está adotando uma postura de espera para definir sua estratégia eleitoral em São Paulo para 2026, enquanto observa os movimentos políticos na direita brasileira. A apuração é de Clarissa Oliveira, ao Live CNN.

Segundo a apuração, o cenário incerto para as eleições presidenciais de 2026 coloca em espera um possível plano do PT para o governo de São Paulo, que poderia envolver o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

"Haddad deixa o Ministério da Fazenda para ser uma peça importante do processo eleitoral do ano que vem. Ele também vem resistindo a uma candidatura, mas, vem sendo pressionado pelo seu partido a aceitar seja a cabeça de chapa no governo de São Paulo, seja uma vaga para a disputa do Senado, com a ideia de que é necessário para Lula, independente do risco de uma derrota no estado, de que se tenha um palanque forte no maior colégio eleitoral do país", afirma Clarissa.

Cenário político em São Paulo

A indefinição sobre o futuro político de Tarcísio de Freitas é um dos fatores que mantém o PT em posição de cautela. Com o lançamento de Flávio Bolsonaro como candidato à presidência, ainda não está claro se Tarcísio disputará a reeleição ao governo paulista.

A avaliação dentro do PT é de que uma eventual candidatura de Haddad ao governo de São Paulo enfrentaria grandes dificuldades caso Tarcísio concorra à reeleição, considerando que o partido historicamente enfrenta resistência no interior do estado, região tradicionalmente refratária à esquerda.

Apesar dos riscos de uma possível derrota eleitoral, o PT considera fundamental ter um palanque forte em São Paulo para a campanha presidencial de 2026. O partido entende que não pode abrir mão de presença significativa no maior colégio eleitoral do país, independentemente das dificuldades que possa enfrentar.

"É impossível que Fernando Haddad fique totalmente fora do processo eleitoral, não saia do Ministério da Fazenda, porque Lula tem 80 anos, pode acontecer algo com ele a qualquer momento, e ele precisa ter um plano B para caso algo ocorra até se chegar perto da eleição", aponta a analista.

Esta possibilidade também pesa nas discussões internas do partido sobre o futuro político do atual ministro da Fazenda.

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