Quem é Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à segunda reeleição
Aos 80 anos, atual presidente disputará sétima eleição ao Palácio do Planalto neste ano

Aos 80 anos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputará sua sétima eleição ao Palácio do Planalto neste ano com a intenção de garantir a segunda reeleição.
Nascido em Caetés, município de Pernambuco, Lula é o sétimo filho de uma família de oito irmãos. Quando fez sete anos migrou com a família para São Paulo. Alguns anos mais tarde, aos 15, fez um curso técnico de torneiro mecânico.
Sindicalista, o atual chefe do Executivo foi um dos criadores do PT em 1980. Ele foi eleito deputado federal em 1986 e fez parte da Assembleia Nacional Constituinte de 1987.
Lula disputou sua primeira eleição presidencial em 1989, quando foi derrotado no segundo turno por Fernando Collor de Mello (do então PRN). O petista também se candidatou em 1994 e 1998 — mas em ambos Fernando Henrique Cardoso (PSDB) venceu em primeiro turno.
Em 2002, o petista voltou a disputar o Palácio do Planalto e foi eleito presidente em segundo turno diante de José Serra (PSDB). E em 2006 se reelegeu em disputa diante de seu atual vice, Geraldo Alckmin (então no PSDB). O petista fez sua sucessora, Dilma Rousseff, em 2010.
Lula foi preso em 2018, após ser condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. Naquele ano, Lula teve a candidatura ao Planalto indeferida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), por entendimento baseado na Lei da Ficha Limpa.
Em 2019, ainda foi condenado pelos mesmos crimes no caso do Sítio de Atibaia. O petista ficou detido por 580 dias.
Em abril de 2021, teve todas as condenações anuladas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) o que o tornou novamente elegível.
Nas últimas eleições gerais, em 2022, Lula chegou ao seu terceiro mandato após derrotar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno.
Mote da soberania
O atual mandatário adotou como um dos principais motes de sua campanha para 2026 a defesa da soberania nacional, em meio ao tarifaço dos Estados Unidos. O entorno do presidente avalia que respostas duras ao governo Donald Trump — e mesmo o acirramento das tensões — contribuem com a popularidade do petista.
Baseado em pesquisas internas, o PT passou a apostar no discurso de que a família Bolsonaro teria sido provocadora do tarifaço. Um dos principais argumentos é a menção ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na carta em que Trump anunciou taxas contra o Brasil no ano passado.
Nas últimas semanas, o mandatário reforçou o discurso de que os EUA tentam interferir nas eleições de 2026. Com fatos recentes, como a “missão eleitoral” que o Departamento de Estado supostamente tentou enviar ao Brasil, o petista deve voltar a bater nesta tecla no ato deste domingo.
Investigação contra o filho
Enquanto o discurso por soberania é uma das apostas para vencer as eleições, o filho mais velho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, aparece como um “calcanhar de Aquiles” para o mandatário conforme a campanha se aproxima.
Na última quinta (30), Mendonça autorizou que a PF (Polícia Federal) instaure um inquérito contra Lulinha para apurar os crimes de tráfico de influência e corrupção. A investigação vai tentar esclarecer se o primogênito de Lula atuou para intermediar interesses junto ao Ministério da Saúde em negociações ligadas ao processo de autorização para comercialização de cannabis medicinal.
O pedido foi enviado ao STF no dia 24 de julho e distribuído a Mendonça, que também é relator do inquérito sobre os desvios bilionários no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), apurados na Operação Sem Desconto, caso em que também há menção a Lulinha.


