Renan ataca facções, Caiado critica Lula e Cury propõe punir corrupção
Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) marcam presença

O terceiro bloco do debate entre os candidatos à Presidência da República realizado pela TV Bandeirantes neste domingo (23) foi marcado por Renan Santos (Missão) propondo um "banho de sangue" contra facções criminosas, Ronaldo Caiado (PSD) criticando o governo Lula (PT) e Augusto Cury (Avante) propondo classificar a corrupção como crime hediondo.
Cury defende aula de gestão financeira e oratória
O candidato do Avante ao Palácio do Planalto, Augusto Cury, defendeu que o sistema de ensino público ofereça aulas de gestão financeira e de oratória aos alunos. Segundo ele, o sistema de ensino exclui os estudantes neurodivergentes. O presidenciável também criticou o que chamou de "educação cartesiana" e defendeu uma revolução no ensino público.
"Nós precisamos revolucioná-la. Os professores são cozinheiros do conhecimento que preparam o alimento para uma plateia sem apetite devido a uma intoxicação digital e a uma educação cartesiana, onde o professor é um expositor seco e frio", disse o candidato do Avante.
Renan anuncia banho de sangue contra membros de facções
Durante o debate, Renan Santos (Missão) disse que irá combater as facções criminosas com um "banho de sangue". O candidato afirmou ainda que, caso os criminosos se entreguem, enfrentarão anos na prisão, mas, caso contrário, vão "encontrar algo que nunca viram na vida".
Caiado cita as escolas estaduais de Goiás
Ao ser questionado por Augusto Cury (Avante) sobre propostas para uma revolução no ensino técnico, Caiado citou o desempenho das escolas estaduais de Goiás durante sua gestão como governador e afirmou que se empenhou em "dar dignidade aos alunos".
Caiado critica Lula e Flávio
Caiado usou o título da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), "Dark Horse", como gancho para criticar o não comparecimento de Flávio ao debate. Já para a falta de Lula, o candidato cunhou o termo "Dark Lobby" — referência às investigações contra Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger.
"Por que eles não vêm ao debate? Como é que eles vão explicar? Num primeiro momento eu disse: 'Olha, Flávio, explique o que estão denunciando e falando a seu respeito'. Ele realmente não deu satisfação, não explicou o Dark Horse. [...] E o Lula tem o 'Dark Lobby'. É a Roberta [Luchsinger] e também o Lulinha, que é o artista deste filme", disse Caiado.
Entenda regras do debate
Ordem dos candidatos
A emissora realizou um sorteio, com a presença de assessores e coordenadores de campanha. Os posicionamentos foram distribuídos da esquerda para a direita, na visão do telespectador.
A ordem definida colocou Renan Santos (Missão) na primeira bancada à esquerda, seguido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). Na sequência, posicionam-se no estúdio Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo), completando a bancada.
Caso algum candidato decida não comparecer, a plataforma reservada a ele ficará vazia.
Como funciona o direito de resposta e quem julga os pedidos?
No início do debate, os mediadores conduz rodadas programáticas com perguntas iguais para todos os participantes, abordando temas centrais da campanha. Nessa etapa, cada candidato tem dois minutos para apresentar suas propostas.
Nas rodadas de perguntas feitas por jornalistas ou nos embates entre candidatos, quem fizer a pergunta tem até um minuto para formulá-la. O candidato questionado conta com quatro minutos para responder, incluindo eventual réplica e tréplica.
Como a lei define os candidatos convidados para o debate presidencial?
A legislação eleitoral considera aptos a participar dos debates os candidatos que pertençam a partidos com pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional, desde que tenham o registro de candidatura deferido.
O número de participantes e as demais regras do debate são definidos entre os partidos e a emissora, com comunicação à Justiça Eleitoral.


