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    Ator de “Breaking Bad” adere à greve e diz não ter recebido nada Netflix por série

    Ator se uniu ao ex-colega de cena Bryan Cranston na greve em frente ao estúdio da Sony Pictures, responsável pelo seriado

    Jesse Pinkman (Aaron Paul) e Walter White (Bryan Cranston) na quinta temporada de "Breaking Bad"
    Jesse Pinkman (Aaron Paul) e Walter White (Bryan Cranston) na quinta temporada de "Breaking Bad" Frank Ockenfels/AMC

    Lyncon Pradellacolaboração para a CNN

    Florianópolis

    O ator Aaron Paul se uniu ao ex-colega e também protagonista de “Breaking Bad”, Bryan Cranston, na greve do SAG-AFTRA (Sindicato dos Atores e Federação Americana de Artistas de Televisão, em português), que ocorreu em frente ao estúdio da Sony Pictures no último dia 29.

    Em entrevista ao “Entertainment Tonight Canada”, Paul disse que a Netflix, que detém os direitos de transmissão da série no streaming, não pagou um centavo para ele até hoje.

    “Para ser totalmente honesto, eu não recebi nada da Netflix por ‘Breaking Bad’ e isso é insano para mim”, disse.

    “As séries vivem para sempre nessas plataformas de streaming e passam por fases. E eu vi outro dia que ‘Breaking Bad’ estava em alta na Netflix, e isso é apenas senso comum. Muitas dessas plataformas sabem que têm escapado de pagar salários justos para as pessoas, e agora é hora de arcar com as responsabilidades”, acrescentou.

    O salário retroativo é um dos principais debates entre os poderosos de Hollywood e os atores. Enquanto os estúdios querem reduzir os ganhos e benefícios dos atores, o SAG-AFTRA deseja aumentar os salários e garantir que os artistas tenham mais controle sobre seus próprios trabalhos.

    De acordo com o jornal “Los Angeles Times”, a relação entre a Netflix e “Breaking Bad” existe há 10 anos, antes de a plataforma de streaming se tornar a gigante que é atualmente. Na época, ambos os lados se beneficiaram: o seriado teve sua popularidade ampliada, o que ajudou a mantê-lo em produção por cinco temporadas, e a Netflix conseguiu aumentar seu tráfego de influência em Hollywood.

    O acordo, porém, ocorreu entre a empresa de streaming e a Sony Pictures, sem envolver os direitos de imagens dos atores.

    “Estamos aqui na Sony, este é o estúdio que produziu nossos programas. Isso foi feito especificamente para que eles saibam que estamos aqui e estamos levantando nossa voz”, discursou Cranston em frente aos estúdios da Sony.

    “Não os estamos tratando como inimigos, eles não são vilões. Essas são pessoas com quem todos nós trabalharemos novamente em algum momento. Só queremos que eles observem a realidade e a justiça e voltem à mesa e conversem conosco”, concluiu.

    Para finalizar, Paul disse acreditar que há esperança de os atores conseguirem pagamentos residuais de séries em catálogos de streamings. “Não estamos indo a lugar nenhum, então eles precisam fazer alguma coisa, sabe? Estou me sentindo muito otimista”, disse na entrevista.