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    Beyoncé lê mensagem em cartaz e responde fã brasileiro durante show na Suécia

    Fábio Marcius fez uma jornada de 72 horas para chegar à apresentação quarta-feira (10), a primeira da artista em 7 anos

    Fábio Marcius, fã de Beyoncé de Manaus, levou 72 horas para ver o show em Estocolmo
    Fábio Marcius, fã de Beyoncé de Manaus, levou 72 horas para ver o show em Estocolmo Arquivo/Fábio Marcius

    Beatrice Teizencolaboração para a CNN

    Beyoncé finalmente retornou aos palcos, após um hiato de sete anos, na última quarta-feira (10) ao dar início à aguardada turnê solo “Renaissance World Tour”. O local para a estreia foi a cidade de Estocolmo, na Suécia. A diva pop passará por outras regiões na Europa -Alemanha, França, Espanha e Bélgica-, além de Inglaterra.

    Entre vários destaques, como o retorno dos dançarinos Les Twins, que acompanharam a cantora durante a “The Mrs. Carter Show World Tour”, um tanque de guerra, um cavalo gigante e muita roupa prateada, um fã brasileiro também chamou a atenção – inclusive da própria Bey.

    Fábio Marcius, pernambucano residente em Manaus (AM), viajou por 72 horas para ir ver o show. Durante a apresentação, ele segurou uma faixa escrito “Nós voamos por 72 horas da Amazônia somente para ver você”.

    E o cartaz funcionou. No meio do show, a musa, que estava suspensa por um cabo e sobrevoando o palco, olhou para o rapaz e disse: “Setenta e duas horas? Admiro e amo vocês. Que Deus os abençoe. Espero que voltem em segurança para casa”.

    À CNN, Marcius conta que ir a este show foi a realização do maior sonho de sua vida e que a preparação para viabilizar toda a jornada -incluindo pegar trabalhos freelancers de publicidade para pagar passaporte, passagens, hospedagens e ingresso- começou em fevereiro, logo que a artista anunciou que faria a turnê.

    “A princípio eu ia para o show de Barcelona, mas as datas esgotaram, daí consegui comprar para Estocolmo. A viagem começou com Manaus-São Paulo, passei 17 horas esperando. Em seguida fui para Londres, cerca de 12 horas de voo, passei um dia na cidade, e fui para Frankfurt. Lá, o primeiro voo atrasou e perdi minha conexão para Suécia. Foi bem conturbado, tive de esperar durante a madrugada toda, sem dormir, até finalmente embarcar. Dormi duas horas e fui direto para a fila”, explica.

    Primeiro show

    Este foi o primeiro show que o fã de Beyoncé conseguiu ir. A primeira tentativa foi em 2013, quando ela veio para o Brasil. Ele tinha 17 anos e, à época, fazia estágio.

    “Meus pais não me deixaram ir para Brasília, mas, na minha cabeça, eu iria dar um jeito. Uma tia do Canadá ia me mandar o dinheiro para a passagem aérea e eu ia pagar o ingresso com meu salário. Acabou que houve um problema e a conta dela foi bloqueada e ela não conseguiu me enviar a ajuda financeira.”

    Marcius prometeu para si mesmo, então, que assim que tivesse condições não mediria esforços para ir em um próximo show da diva. E foi o que aconteceu, anos depois.

    “E aí começou a correria para juntar todos os recursos que eu podia para conseguir ir”, diz.

    O rapaz conta ainda que não cogitava a possibilidade de a cantora passar com a turnê pelo Brasil, por isso decidiu ir para fora.

    “Ela é uma artista muito reservada, muito contida, por isso achei que ela não viria, assim como foi da última vez. Não vou conseguir acompanhar nenhum outro show na Europa, mas com certeza pretendo ver os shows no Brasil, pelo menos um ou dois”, revela o fã caso aconteça algum show da cantora no país.

    Inspiração para outras pessoas

    Além de ser uma realização de um grande sonho, o fã conta que o momento em que foi notado por Bey é também uma possibilidade de inspirar outras pessoas. Desde que viralizou na internet segurando a placa, Marcius vem recebendo uma enxurrada de mensagens dizendo que ele mostrou que aquilo é possível.

    “Depois de ela nos ver [Fábio e seu amigo Maycon], eu gritei como ainda não havia gritado no show inteiro. Meu pé estava inchado e dormente, eu estava sem beber água e sem dormir, tirei forças de não sei de onde e aquilo ali me re-energizou. Eu gritei, chorei, fiquei tremendo, foi uma sensação indescritível. Surreal. Às vezes cai a ficha, às vezes não. Daí vou para a internet e começo a chorar vendo tudo que aconteceu”, afirma.

    “Esse meu sonho é inspirado em uma amiga de Manaus que vendeu tudo que tinha em sua casa para ir à apresentação em São Paulo em 2009 e, no dia, teve uma crise de asma e não conseguiu ir. Desde então essa história me inspira. E eu estou recebendo mensagens de pessoas dizendo que isso é o sonho delas e eu mostrei que é possível. Consegui inspirar pessoas positivamente em um momento tão caótico que o mundo e nosso país vivem”, finaliza.