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    Conheça 10 livros LGBTQIA+ para ler em 2024

    Confira a lista da CNN com obras de diversas épocas, personagens gringos e outros muito brasileiros, histórias de suspense, de mistério, de superação e, claro, de amor

    A literatura LGBTQIA+ tem conquistado cada vez mais fãs e tido cada vez mais destaque.
    A literatura LGBTQIA+ tem conquistado cada vez mais fãs e tido cada vez mais destaque. Matias North via Unsplash

    Fernanda Pinottida CNN em São Paulo

    Quantos livros você já leu com personagens que não eram heterossexuais? A literatura LGBTQIA+ tem conquistado cada vez mais fãs e mais destaque — com muitos livros ganhando adaptações para o audiovisual inclusive.

    Mas além dos já bem conhecidos “Vermelho, Branco e Sangue Azul“, da Casey McQuiston, “Heartstopper“, da Alice Oseman ou “Os Sete Maridos de Evelyn Hugo“, da Taylor Jenkins Reid, existem muitos outros livros que trazem representatividade em histórias que vão do romance ao suspense até o drama.

    A CNN fez uma lista de 10 livros LGBTQIA+ para você conhecer em 2024 — com obras de diversas épocas, personagens gringos e outros muito brasileiros, histórias de suspense, de mistério, de superação e, claro, de amor.

    1. “O Beijo do Rio”, de Stefano Volp (Harper Collins)

    “O Beijo do Rio”, de Stefano Volp/ Divulgação

    O livro conta a história de Daniel, um jornalista que escreve para a seção investigativa de uma revista independente.

    Dez anos após ter cortado os laços com a cidade pequena e conservadora na qual nasceu e ter se mudado para a capital de São Paulo, ele decide retornar para Ubiratã, no interior do Rio de Janeiro, para investigar a morte de seu melhor amigo de infância, que foi classificada pela polícia como suicídio.

    Seu retorno é problemático, o homem negro e bissexual sempre se sentiu deslocado na cidade natal. Ao tentar descobrir mais sobre a morte do amigo, ele esbarra nas figuras políticas e religiosas que comandam a cidade, e começa a ter visões que parecem querer transmitir algum tipo de mensagem a ele.

    2. “O Quarto de Giovanni”, de James Baldwin (Companhia das Letras)

    “O Quarto de Giovanni”, de James Baldwin/ Divulgação

    Lançado em 1956, o livro de James Baldwin é um clássico da literatura LGBTQIA+. Nos acompanhamos a história de David, um jovem americano que está em Paris esperando a chegada de sua namorada, Hella, que pondera se deveria ou não se casar com David.

    Em meio aos bares de Paris, David conhece Giovanni, um garçom italiano pelo qual se vê apaixonado e com quem logo estabelece um relacionamento.

    O livro ainda faz refletir sobre como os personagens LGBTQIA+ não estão isentos de serem machistas ou de reproduzirem outros preconceitos em sua própria vida.

    3. “Redemoinho em Dia Quente”, de Jarid Arraes (Alfaguara)

    “Redemoinho em Dia Quente”, de Jarid Arraes/ Divulgação

    O livro de Jarid Arraes — vencedor do prêmio APCA — é uma coletânea de contos que retratam diferentes e diversas mulheres da região do Cariri, no Ceará.

    Com contos que misturam realismo, fantasia e crítica social, podemos conhecer e mergulhar no cotidiano e na privacidade de mulheres jovens, velhas, bissexuais, lésbicas, transsexuais, cada qual com suas singularidades.

    4. “Minha querida Sputnik”, de Haruki Murakami (Alfaguara)

    “Minha Querida Sputnik”, de Haruki Murakami/ Divulgação

    A história se passa no Japão e acompanha o triângulo amoroso entre K., Sumire e Miu.

    A história é contada por K., um jovem professor que vive em Tóquio e é apaixonado por sua melhor amiga Sumire, uma jovem apaixonada por literatura que largou os estudos para se tornar escritora.

    No entanto, tudo muda quando Sumire conhece Miu, uma empresária bem-sucedida, mais velha e casada, e logo se apaixona por ela. As duas estabelecem uma relação profissional e a jovem passa a cultivar seus sentimentos platonicamente e seguir a chefe aonde for, enquanto K. tenta afastá-la desse destino.

    5. “Sobre a terra somos belos por um instante”, de Ocean Vuong (Rocco)

    “Sobre a terra somos belos por um instante”/ Divulgação

    Mais conhecido por sua poesia, este é o primeiro romance do autor vietnamita. O livro é descrito na sinopse como “uma carta de um filho para uma mãe que não sabe ler”.

    O narrador — apelidado carinhosamente de Cachorrinho — decide escrever uma carta para a própria mãe quando chega perto dos trinta anos. Nela, descobrimos a história de sua família, que fugiu do Vietnã antes dele nascer para tentar a sorte nos Estados Unidos, e também descobrimos uma parte da vida do homem que a mãe jamais conheceu.

    O autor discorre, de maneira emocionante, sobre a experiência de ter crescido como imigrante nos Estados Unidos, a relação conflituosa e a falta de diálogo com a mãe e a descoberta de sua sexualidade em meio a um contexto tão conturbado.

    6. “Ricardo e Vânia”, de Chico Felitti (Todavia)

    “Ricardo e Vânia”, de Chico Felitti/ Divulgação

    Para aqueles que gostam de mergulhar em histórias reais, este livro-reportagem traz uma história de amor que tomou forma nas ruas de São Paulo.

    A história de Ricardo Correa não parece feliz: um cabeleireiro e maquiador disputado nos anos 1970 e 1980 que acabou pedindo esmolas na região entre a Avenida Paulista e a rua Augusta, sendo apelidado ofensivamente como “Fofão da Augusta” por conta das cirurgias plásticas que mudaram o formato de seu rosto.

    No entanto, o livro também nos conta a trajetória de Vânia, que, antes de transicionar de gênero (quando ainda era chamada de Vagner) e antes de sair do Brasil para a França, foi o grande amor da vida de Ricardo.

    7. “Corpos Secos”, de Luisa Geisler, Marcelo Ferroni, Natalia Borges Polesso, Samir Machado de Machado (Alfaguara)

    “Corpos Secos”, de Luisa Geisler, Marcelo Ferroni, Natalia Borges Polesso, Samir Machado de Machado/ Divulgação

    Vencedor do Prêmio Jabuti 2021 na categoria “Romance de Entretenimento”, o livro retrata um Brasil distópico, uma terra pós-apocalíptica na qual os sobreviventes buscam um porto seguro.

    O uso de agrotóxicos sem os devidos testes acabou gerando uma reação adversa nas larvas que eles deveriam matar, e os seres humanos infectados se tornam os chamados corpos secos: corpos sem atividade cerebral, mas que desejam sangue.

    Um jovem aparentemente imune a doença, uma dona de casa sozinha, uma mãe que tenta salvar sua família e uma engenheira de alimentos tentam alcançar o último refúgio seguro no sul do país. Escrito por quatro autores, cada um fica responsável por um núcleo da história, que retrata uma distopia, mas é repleta de representatividade.

    8. “É assim que se perde a guerra do tempo”, de Amal El-Mohtar e Max Gladstone (Suma)

    “É assim que se perde a guerra do tempo”, de Amal El-Mohtar e Max Gladstone/ Divulgação

    Esta história na qual o romance encontra a ficção científica acompanha duas viajantes no tempo de facções rivais, que estão em guerra tentando assegurar o melhor futuro para seus respectivos times.

    No entanto, o que começa como uma disputa logo se transforma em paixão. E as duas passam a tentar alterar o passado para conseguir ficarem juntas.

    9. “A gente dá certo”, de Pedro Poeira (Editora Nacional)

    “A gente dá certo”, de Pedro Poeira/ Divulgação

    Com uma leitura mais leve para o público infantojuvenil, o livro nos apresenta a história de Caetano e sua relação com a avó Cecília, sua pessoa favorita desde que ele era criança.

    Durante o primeiro Natal após a morte de seu avô, ele ouve os pais falando sobre mandar a avó para uma comunidade de idosos. E ao remexer nas coisas da vó, encontra cartas assinadas por Didi, com quem Cecília confessa ter vivido uma história de amor na juventude.

    Caetano decide viajar com seu melhor amigo Júlio para tentar encontrar Didi, mas as coisas com Júlio também parecem ficar cada vez mais confusas no caminho.

    O livro ainda acompanha uma playlist para ouvirmos durante a leitura.

    10. “Enquanto eu não te encontro”, de Pedro Rhuas (Editora Seguinte)

    “Enquanto eu não te encontro”, de Pedro Rhuas/ Divulgação

    Outra leitura mais leve, este livro acompanha Lucas, um jovem que se muda com seu melhor amigo Eric do interior do Rio Grande do Norte para a capital, Natal, para estudar publicidade na faculdade.

    Lucas está um pouco cético em relação ao amor, até que na inauguração de uma balada na cidade, ele conhece Pierre, um garoto francês, e os dois se apaixonam instantaneamente.

    O livro é repleto de referências a divas pop e à cultura nordestina.