Lágrimas, alegria e convidados surpresa marcam volta de musicais da Broadway

Emoções ficaram à flor da pele quando cortina voltou a se erguer para espetáculos do primeiro setor do entretenimento a fechar em 2020 e último a reabrir em 2021 nos EUA

Por Alicia Powell, da Reuters

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Os maiores musicais da Broadway, nos Estados Unidos, retornaram aos palcos na noite de terça-feira (14), encerrando o silêncio incômodo dos últimos 18 meses provocado pela pandemia de Covid-19 no bairro de teatros nova-iorquino com gritos, lágrimas e aplausos de pé.

As emoções ficaram à flor da pele quando a cortina voltou a se erguer para os musicais de sucesso “Hamilton”, “O Rei Leão” e “Wicked”, e plateias lotadas saudaram o teatro ao vivo depois das quarentenas e lockdowns em razão do novo coronavírus.

Lin-Manuel Miranda, criador de “Hamilton”, foi aplaudido de pé ao aparecer no palco antes do início do espetáculo de hip-hop sobre os pais fundadores dos EUA, ganhador do Prêmio Tony.

“Nunca mais quero deixar de valorizar o teatro ao vivo, e vocês? É tão sagrado”, disse Miranda, comovido. “Sou muito grato a vocês, e espero que vocês assistam tantos shows quanto puderem e continuem apoiando o setor.”

A alguns quarteirões de distância, Kristin Chenoweth fez uma aparição inesperada antes do início de “Wicked”, no qual deu origem ao papel de Glinda cerca de 20 anos atrás.

“Não há lugar como o lar”, disse Chenoweth ao som de aplausos e lágrimas. “Quero estar aqui para dar as boas-vindas a Nova York e a todos os frequentadores de teatro àquele que é meu espetáculo favorito.”

Julie Taymor, diretora de “O Rei Leão”, começou a apresentação dizendo ao público: “Como diz Rafiki, está na hora”. “Não achei que seria tão comovente, mas você realmente sente tudo de uma maneira diferente voltando. Voltar à Broadway foi maravilhoso”, disse Richard Saenz, que estava na plateia para ver “O Rei Leão”.

O longevo musical “Chicago” também voltou a receber o público com muitos aplausos depois de cada canção.

A Broadway foi uma das primeiras instituições a fechar quando a pandemia chegou aos Estados Unidos, em meados de março de 2020, e a última a reabrir no país.

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