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    “Liberdade é poder escolher estar nua ou coberta”, diz influencer Mariam Chami

    Empresária e influencer falou sobre os estereótipos em torno das mulheres muçulmanas

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    O CNN Nosso Mundo desta sexta-feira (17) recebeu a empresária e influencer Mariam Chami, que falou sobre os estereótipos em torno das mulheres muçulmanas.

    Filha de pai libanês e de uma mãe mineira, convertida ao Islã, Chami nasceu em São Paulo e estudou a vida inteira numa escola islâmica. Segundo ela, quando chegou à faculdade passou a ser vista como “a estranha”, porque usava o hijab — o véu islâmico.

    Formada em Nutrição, ela conta que deixou de ser efetivada no primeiro emprego, justamente por preconceito pelo uso do véu.

    Ela, então, precisou se reinventar, virou empresária e hoje usa suas redes sociais — nas quais tem cerca de 1,5 milhão de seguidores, somadas as contas do Instagram e TikTok — para falar sobre os estereótipos que as mulheres muçulmanas ainda enfrentam.

    Em uma de suas provocações, ela afirmou no CNN Nosso Mundo desta sexta-feira que “nudez não tem a ver com liberdade, e hijab não tem a ver com opressão”.

    Quantas mulheres podem estar peladas e, ainda assim, continuar sendo oprimidas pelo padrão de beleza da sociedade, pelo marido, pela família, pelo trabalho e pelos seus chefes? Liberdade é poder escolher estar nua ou coberta

    Mariam Chami

    Para Chami, no Brasil e na Europa muitos entendem o hijab como “algo opressor” e, por isso, consideram a mulher muçulmana como oprimida, o que é uma ideia equivocada.

    “Se a gente for ver, se a gente andar pelo mundo, a gente vai ver mulheres muçulmanas sendo pilotas de avião, mulheres muçulmanas sendo policiais, mulheres muçulmanas sendo médicas, empresárias.”

    Eu não sei por que as pessoas se apegam tanto a um lenço. Para as pessoas que não são muçulmanas, é só um pano. Para nós, significa nossa força, nossa fé, a nossa devoção a Deus

    Mariam Chami

    “Eu não nego que existem mulheres muçulmanas que são oprimidas. Assim como existem mulheres cristãs oprimidas, mulheres judias oprimidas… A questão do machismo, a opressão da mulher, ela está inserida em toda a sociedade, em todas as culturas e nacionalidades, e não pela religião.”

    Ela foi entrevistada por Lia Bock, Thais Herédia e Rita Wu, e quem comandou a atração foi Luciana Barreto. O CNN Nosso Mundo é exibido às sextas-feiras, a partir das 22h30.

    CNN está no canal 577 nas operadoras Claro/Net, Sky e Vivo. Para outras operadoras, veja aqui como assistir à CNN. O programa também pode ser assistido ao vivo no site da CNN Brasil.

    (Publicado por Daniel Fernandes)

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