Lúcifer chega ao fim e se junta às séries da Netflix resgatadas das “trevas” da TV

"Lúcifer" estreia sua sexta e última temporada nesta sexta-feira (10) na Netflix

Pôster da série Lucifer, com os atores Tom Ellis e Lauren German
Pôster da série Lucifer, com os atores Tom Ellis e Lauren German Foto: Divulgação/Netflix

Brian Lowryda CNN

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“Lúcifer” está chegando ao fim, representando a última série (embora talvez a mais apropriada) que a Netflix resgatou das “trevas da TV” e deu uma segunda chance.

O salto entre redes tornou-se mais comum nos últimos anos, com programas que não obtiveram muito sucesso nas redes de transmissão a cabo, sendo transmitidos, principalmente, graças ao streaming.

Ainda assim, a Netflix tem sido particularmente incisiva em reviver conceitos antigos (“Arrested Development”, “Gilmore Girls”, “Full House”) e também em ampliar a exibição de séries novas; às vezes transformando programas que passaram despercebidos em outros lugares em colaboradores surpreendentemente valiosos para seus esforços de assinatura.

Estar na Netflix – com seus mais de 200 milhões de assinantes em todo o mundo – pode promover uma exibição fortuita, permitindo que as pessoas encontrem programas ou decidam voltar e revisitá-los.

Quantas pessoas? Porque esses números não são compartilhados regularmente? Não se sabe! Mas as dicas da mídia social (quais são as tendências, etc.) e de dados disponibilizados estrategicamente indicam que a exibição na Netflix pode elevar os títulos de maneiras inesperadas.

“Manifest”, cancelado pela NBC, representa o último programa a receber um adiamento “do machado do carrasco”, tendo recebido uma temporada final na Netflix depois que as reprises ganharam interesse lpor á. Esse programa segue vários outros, incluindo “Lucifer” (que a Fox lançou em 2018), “Designated Survivor” da ABC, “Longmire” da A&E e “You”.

“You” (Você, em português) – o peculiar drama do stalker que retorna em sua terceira temporada em outubro – ilustra bem como um conceito que atraiu a atenção da crítica, mas não ressoou muito na TV a cabo, decolou quando a Netflix apostou no vazio.

Como o Washington Post observou em 2019, “a primeira temporada começou a ser transmitida e gerou um frenesi na Internet. As menções nas redes sociais dispararam. As estrelas ganharam centenas de milhares de novos seguidores no Instagram.”

Um padrão semelhante ocorreu com “Cobra Kai”, a sequência da série “Karate Kid”, que começou no YouTube Red antes de o serviço optar por sair do negócio de séries com script. Na Netflix, o programa se tornou uma sensação na mídia, chegando a receber uma indicação ao Emmy este ano como comédia de destaque.

No caso de “Lúcifer” – que basicamente transformou o personagem-título de Tom Ellis em um combatente do crime heterodoxo na Fox – a mudança para streaming alterou moderadamente a série, que produziu menos episódios por temporada e mostrou “um pouco mais de carne”, como Ellis disse em uma entrevista na época.

O resultado final, porém, é que a Netflix e outros, de forma oportunista, pegaram o que parecia ser o equivalente a limões na TV e fizeram limonada. Como o Wrap observou em uma rodada de programas que encontraram segundas chances em outras plataformas, “O lixo de um homem é o tesouro de outro.”

Nem todos os programas mencionados são joias, mas quando se trata de projetos de reciclagem e recuperação, a Netflix faz mais do que apenas descobrir itens descartados; em vez disso, ao colocá-los nas prateleiras, o serviço pode ocasionalmente pegar o que parece ser mercadoria danificada e, de alguma forma, torná-la brilhante e nova.

“Lúcifer” estreia sua sexta e última temporada nesta sexta-feira (10) na Netflix.

(Texto traduzido, leia original em inglês aqui)

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