Miranda Priestly, de "O Diabo Veste Prada", foi inspirada em Anna Wintour

Editora-chefe da Vogue deixou o cargo após 37 anos à frente da maior revista de moda do mundo

Felipe Carvalho, da CNN
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A personagem Miranda Priestly, vivida pela atriz Meryl Streep no filme "O Diabo Veste Prada", lançado em 2006, foi inspirada em uma pessoa da vida real: Anna Wintour, que foi a editora-chefe da revista Vogue dos Estados Unidos por 37 anos e anunciou sua saída nesta quinta-feira (26).

O longa-metragem do diretor David Frankel mostrava Miranda como uma caricatura inspirada em Anna e virou um fenômeno mundial ao mergulhar nos bastidores do universo da moda. Em entrevista ao IndieWire sobre o filme, Meryl Streep lembra que tinha certeza que a personagem seria um sucesso. "Eu não tinha a menor dúvida. É muito raro, e você sabe quando está acontecendo".

"O Diabo Veste Prada" foi inspirado no livro homônimo, escrito pela ex-assistente de Anna Wintour, Lauren Weisberger, e foi lançado em 2003. O sucesso nas vendas da obra mostrava que as milhões de mulheres se identificavam com Andy (interpretada no filme por Anne Hathaway), o que motivou a produzir o longa-metragem.

"O livro foi escrito sobre Anna Wintour do ponto de vista de alguém que trabalhou para ela. É uma versão dela, não necessariamente precisa ou algo assim, uma obra de ficção divertida, 'chick lit'. Inseridos nele... estão os déficits percebidos das mulheres em posições de liderança. O principal deles é esperar que as mulheres sejam infinitamente empáticas, uma sensação de desconforto dos funcionários por ela não dar a mínima, todas as coisas que eles não pediriam a um chefe homem", explicou Meryl Streep em entrevista.

A Disney confirmou a produção da sequência "O Diabo Veste Prada 2", que já tem a data de estreia: 1º de maio de 2026. A atriz Emily Blunt, que interpretou Emily, voltará ao filme e disse, em entrevista ao Entertainment Tonight, que o longa começará a rodar em julho. Apesar de não ter lido o roteiro, está ansiosa para ver como a sua personagem estará no futuro. "Estou ansiosa! Ainda não sei o que eu posso falar sobre o filme, até porque ainda não li o roteiro", brincou a atriz.

Mais recentemente, em 2022, a jornalista Amy Odell lançou uma biografia sobre a ex-editora-chefe intitulada "Anna" que pretendia desvendar o mito da "mulher megera". A obra não é oficialmente uma biografia autorizada, mas Wintour indicou vários contatos para que Odell pudesse construir sua história. Ao todo, ela fez mais de 250 entrevistas com personagens da vida da ex-editora, mas ela mesma não participou.

A saída de Anna Wintour da revista Vogue foi confirmada pelos sites WWD e o Daily Front Row. Segundo o veículo, a Vogue buscará um novo chefe de conteúdo editorial, enquanto Wintour permanecerá como diretora global de conteúdo da Condé Nast e diretora editorial global da Vogue.

A editora de longa data iniciou sua carreira na Vogue em 1988, substituindo a ex-editora-chefe Grace Mirabella. Wintour começou imediatamente a reformular a revista e uma de suas primeiras grandes mudanças marcou a história da marca. A primeira capa na Vogue, uma edição de novembro de 1988, apresentou a modelo Michaela Bercu em um par de jeans de US$ 50 (a primeira vez que o jeans estava na capa) com um suéter Christian Lacroix de US$ 10 mil em uma foto divertida e descontraída fotografada por Peter Lindbergh.

*com informações de Ana Beatriz Dias, da CNN.

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