Peter Weir, diretor de "O Show de Truman", ganha prêmio no Festival de Veneza

Cineasta australiano também é responsável pelo título "Sociedade dos Poetas Mortos" e recebeu Oscar honorário em 2022

Crispian Balmer, da Reuters, em Veneza
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O diretor australiano Peter Weir, 80, recebeu o prêmio pelo conjunto de sua obra no Festival de Cinema de Veneza nesta segunda-feira (2). Responsável pelos filmes "O Show de Truman - O Show da Vida", "Gallipoli" e "Sociedade dos Poetas Mortos", o diretor aconselhou os jovens cineastas "a se desconectarem" para progredir.

Weir, 80 anos, fez sua estreia internacional com o clássico artístico  "Piquenique na Montanha Misteriosa" (1975), antes de trabalhar em Hollywood com "A Testemunha", estrelado por Harrison Ford, "Green Card - Passaporte para o Amor", com Andie MacDowell, e outros sucessos.

Ele recebeu um Oscar honorário em 2022 e confirmou no início deste ano que estava se aposentando da direção. Falando a repórteres em Veneza, ele disse que os aspirantes a diretores precisam voltar ao básico e fugir do barulho da vida moderna.

"Para começar hoje, eu diria para não pegarem nem uma câmera. Eu pegaria um lápis e um papel... Eu praticaria como em um ginásio, exercitando aqui, não os músculos, mas os músculos mentais. Somos capazes de fazer coisas extraordinárias aqui dentro", disse, apontando para sua cabeça.

"Desconecte-se, afaste-se do excesso de informações, vá para um lugar tranquilo e para o campo, vá trabalhar em um navio mercante", continuou.

Apesar de conselho de prontidão, Weir disse que não quer ser mentor de aspirantes a diretores. "Não, deve ser solitário. É uma estrada solitária. Você tem que viajar sozinho."

Para homenagear Weir, Veneza exibiu seu filme de 2003, o épico marítimo "Mestre dos Mares - O Lado Mais Distante do Mundo", com Russell Crowe no papel principal.

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