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    Relembre a premiada carreira do cineasta francês Jean-Luc Godard

    Um dos maiores nomes da história do cinema, conhecido por clássicos como "Acossado" e "O Desprezo", morreu nesta terça-feira (13)

    Jean-Luc Godard foi um dos mais aclamados cineastas do mundo
    Jean-Luc Godard foi um dos mais aclamados cineastas do mundo The Image Gate/Getty Images

    Marina Toledoda CNN*

    São Paulo

    O cineasta francês Jean-Luc Godard morreu nesta terça-feira (13), aos 91 anos. Ele foi diretor, roteirista, produtor, ator, critico de cinema e um grande precursor da nouvelle vague – movimento cinematográfico da década de 1960 que foi uma marco na história do cinema.

    Godard rompeu as convenções estabelecidas do cinema francês e ajudou a dar início a uma nova maneira de fazer a arte, com um trabalho de câmera portátil, cortes de salto e diálogo existencial.

    Dono de uma carreira premiada e repleta de filmes, ele ganhou um Oscar Honorário, entregue em 2010, pela conjunto da carreira, além de um prêmio César Honorário, em 1987.

    O primeiro trabalho do cineasta foi um curta-metragem em 1954, enquanto o primeiro longa-metragem foi lançado em 1960 – sendo um de seus maiores sucessos -, e o último em 2018, o filme “Imagem e Palavra”.

    Responsável pelos clássicos “Acossado” e “O Desprezo”, Godard estava entre os diretores mais aclamados do mundo.

    Relembre os principais filmes do cineasta francês Jean-Luc Godard:

    Acossado (1960)

    Jean‑Paul Belmondo e Jean Seberg, protagonistas de “Acossado” (1960) / Divulgação/Zeta Filmes

    Este foi primeiro longa-metragem do diretor e foi uma das primeiras produções da chamada nouvelle vague. Nele, Godard rompeu uma regra, até então inviolável, e filmou com a câmera na mão.

    Na trama, após roubar um carro, um homem à caminho de Paris mata um policial que tentou prendê-lo por excesso de velocidade. Quando chega na capital francesa, ele conhece uma estudante americana que o esconde em seu apartamento e eles acabam virando amantes.

    O longa rendeu ao cineasta o Urso de Prata de Melhor Diretor, no Festival Internacional de Cinema de Berlim.

    Viver a Vida (1962)

    Vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Veneza, o longa é dividido em 12 quadros, com episódios desconexos.

    A produção acompanha uma jovem mulher que deixa os filhos e o marido para seguir a vida de atriz. Entre tentativas falhas de ganhar dinheiro com a arte, ela acaba recorrendo à prostituição. No entanto, a personagem ganha uma nova esperança de ser feliz ao se apaixonar novamente.

    O Desprezo (1963)

    Brigitte Bardot em “O Desprezo” (1963) / Divulgação

    Este é um dos filmes mais famosos e aclamados de Godard.

    Enquanto o marido trabalha em uma adaptação cinematográfica do clássico “Odisseia”, a jovem esposa suspeita de ações que a fazem desprezá-lo. Entre mal-entendidos, a relação do casal vai se fragmentando.

    O Demônio das Onze Horas (1965)

    Baseado no livro “Obsessão”, de Lionel White, a história é sobre um professor que deixa a mulher e foge com uma antiga amiga após um cadáver ser encontrado na casa dela. Entre loucuras e descobertas, a dupla enfrenta várias confusões.

    Salve-se Quem Puder (1980)

    Godard concorreu ao César, na categoria de Melhor Filme, por “Salve-se Quem Puder”.

    As histórias de três personagens se cruzam, em uma análise das relações sexuais em meio à sociedade: Paul, um produtor de televisão, Denise, a sua colaboradora e ex-namorada, e Isabelle, uma prostituta de quem Paul já foi cliente.

    Paixão (1982)

    Outro filme que foi nomeado ao César na categoria de Melhor Filme foi a comédia dramática “Paixão”.

    Um cineasta polonês tem problemas com a produção de um filme na Suíça e em meio ao caos criativo, ele se envolve com duas mulheres locais.

    Carmen de Godard (1983)

    Na trama, Carmen X, uma integrante de uma gangue terrorista, planejando roubar um banco junto com seu clã. Durante o roubo, ela se apaixona por um guarda de segurança e tenta fugir com ele.

    O filme lhe rendeu o Leão de Ouro, no Festival de Veneza

    *Com informações de Brian Love e Ingrid Melande, da Reuters