Blatter diz que pagamento de Platini foi “acordo de cavalheiros”

Ex-presidente da FIFA prestou depoimento à Corte Criminal Federal em Bellinzona

Ex-presidente da Fifa Joseph Blatter fala com jornalistas em frente a tribunal em Bellinzona, na Suíça
Ex-presidente da Fifa Joseph Blatter fala com jornalistas em frente a tribunal em Bellinzona, na Suíça 09/06/2022 REUTERS/Arnd Wiegmann

Por John Revill, da Reuters

Ouvir notícia

O ex-presidente da Fifa Joseph Blatter negou ter aprovado pagamentos fraudulentos ao ex-jogador francês Michel Platini, dizendo a um tribunal suíço nesta quinta-feira que uma transferência de dinheiro seguiu um “acordo de cavalheiros” entre os dois.

Promotores suíços acusam os dois ex-dirigentes, que já estiveram entre as figuras mais poderosas do futebol, de organizar ilegalmente o pagamento de 2 milhões de francos suíços (2,04 milhões de dólares) em 2011. Blatter e Platini negam as acusações.

Blatter prestou depoimento à Corte Criminal Federal em Bellinzona depois de ser dispensado por motivos de saúde na quarta-feira.

O ex-dirigente de 86 anos disse que pediu a Platini para ser seu conselheiro depois que o suíço foi eleito presidente da Fifa pela primeira vez em 1998.

Platini pediu para receber 1 milhão de francos por ano, mas Blatter disse ao francês que a Fifa não podia pagar esse salário.

Em vez disso, eles acertaram que Platini, um dos maiores jogadores de sua geração, receberia 300.000 francos por ano, com dinheiro restante a ser pago posteriormente.

“Eu sabia quando começamos com Michel Platini que não é o total, e nós analisaríamos isso mais tarde”, disse Blatter referindo-se ao salário acordado de 300.000 francos para o cargo de consultor técnico.

Selado com um aperto de mão, Blatter afirmou que o acerto era um chamado “acordo de cavalheiros”.

“Foi um acordo entre dois desportistas”, disse Blatter. “Eu não via nada de errado com isso.”

Platini assinou um contrato escrito com a Fifa em 1999, mas especificava apenas um salário de 300.000 francos, sem menção a pagamentos extras.

Mais Recentes da CNN