Reino Unido adere ao boicote diplomático às Olimpíadas de Inverno de Pequim

Estados Unidos, Canadá e Austrália já haviam anunciado boicote aos Jogos que acontecem em fevereiro de 2022

Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirmou que nenhum ministro e funcionário público devem comparecer ao evento
Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirmou que nenhum ministro e funcionário público devem comparecer ao evento 08/12/2021Adrian Dennis/Pool via REUTERS

Guy Faulconbridgeda Reuters

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O Reino Unido anunciou, nesta quarta-feira (8), que se juntará aos Estados Unidos, Canadá e Austrália em um boicote diplomático às Olimpíadas de Inverno de Pequim. A inciativa trouxe uma severa reprovação da China, afirmando que o primeiro-ministro Boris Johnson estava tentando difamar os Jogos.

A Casa Branca anunciou na segunda-feira (7) que funcionários do governo dos EUA irão boicotar os próximos Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim devido às “atrocidades” dos direitos humanos na China, embora a ação permita que os atletas americanos viajem para competir.

Pressionado por dois legisladores diferentes no parlamento se a Grã-Bretanha seguir o exemplo, Johnson declarou que “haverá efetivamente um boicote diplomático às Olimpíadas de Inverno em Pequim, nenhum ministro e funcionário público devem comparecer”.

“Não acho que os boicotes esportivos sejam sensatos e essa continua sendo a política do governo”, acrescentou.

A China disse que não convidou e ministros britânicos. “As Olimpíadas de Inverno de Pequim são uma reunião de atletas olímpicos e amantes dos esportes de inverno em todo o mundo, não uma ferramenta de manipulação política para qualquer país”, reiterou um porta-voz da embaixada chinesa.

“Tornar uma questão a presença de funcionários do governo nas Olimpíadas de Inverno de Pequim é, em essência, uma campanha de difamação política”, disse o porta-voz.

O Canadá se juntará a seus aliados em um boicote diplomático aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022 em Pequim para enviar à China uma mensagem sobre seu histórico de direitos humanos, disse o primeiro-ministro Justin Trudeau.

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