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    Boca ou River? Vencedor das primárias na Argentina causou polêmica ao trocar de time

    Candidato da extrema-direita, Javier Milei, passou a torcer por rival após considerar que ex-clube do coração estava seguindo caminho "populista"

    Javier Milei liderou as prévias na Argentina com mais de 30% dos votos
    Javier Milei liderou as prévias na Argentina com mais de 30% dos votos Walter Manuel Cortina/Anadolu Agency via Getty Images

    Rafael Serrada CNN

    O candidato de extrema-direita Javier Milei, do partido argentino Liberdade Avança, surpreendeu ao liderar a primeira etapa das eleições presidenciais do país no último domingo (13). Ele teve mais de 30% dos votos das prévias.

    Apesar de economista, Milei se tornou nacionalmente conhecido por suas frases de efeito e opiniões polêmicas em programas de TV. O político já se disse a favor da legalização da venda de órgãos, afirmou que o conceito de justiça social é uma “aberração” e defendeu a nomeação da irmã como primeira-dama, caso seja eleito presidente.

    Mas além do campo político, Milei também choca por suas opiniões sobre o futebol.

    Torcedor do Boca Juniors na infância, Milei se disse desiludido com o clube a partir de 2013, quando Riquelme desistiu de se aposentar e retornou ao clube para uma quarta passagem como jogador xeneize.

    Não quero torcer para um time que toma decisões populistas. Já basta viver em um país populista.

    Javier Milei, em entrevista ao jornal El País

    O ato final como boquense

    O rompimento definitivo com o Boca veio somente em 2018, justamente na tão esperada final da Copa Libertadores contra o rival River Plate, que acabou sendo disputada em Madri. O motivo para deixar de ser torcedor do clube é mais do que inusitado: o político se revoltou contra a entrada do volante Fernando Gago no fim do jogo.

    Ignacio Fernandez, do River Plate, e Fernando Gago, do Boca Juniors, durante o segundo jogo da final da Libertadores de 2018
    Ignacio Fernandez, do River Plate, e Fernando Gago, do Boca Juniors, durante o segundo jogo da final da Libertadores de 2018 / Burak Akbulut/Anadolu Agency/Getty Images

    Gago substituiu Pablo Pérez aos 38 minutos do segundo tempo, quando o placar marcava 1 a 1, mas o Boca tinha dez em campo por conta de uma expulsão.

    Aos 12 minutos do primeiro tempo da prorrogação, o volante rompeu o tendão de aquiles da perna direita e teve que sair de campo, deixando o clube azul e amarelo com dois jogadores a menos. O River acabou vencendo o jogo por 3 a 1 e ficando com o título.

    “Eu estava torcendo pelo Boca. Na verdade, eu estava assistindo ao jogo. Mas quando entrou o Gago, que foi mais um ato de populismo, passei a torcer pelo River”, disse Milei, também ao “El País”.

    O economista não parou por aí. “Para mim, [Gago] foi um péssimo jogador, uma das grandes mentiras do futebol argentino. Ali eu me tornei anti-Boca”.

    “El Loco Milei”

    A ligação de Milei com futebol vai além das arquibancadas. Na adolescência, o político foi goleiro das categorias de base do Chacarita Juniors, que atualmente está na segunda divisão argentina.

    Lá, era conhecido por fazer defesas de formas pouco convencionais, às vezes usando até a cabeça. Por isso, ganhou o apelido de “El Loco Milei”.

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