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    Bola aérea é trunfo da Suécia para buscar final da Copa do Mundo Feminina

    Nove dos 11 gols da seleção sueca no Mundial surgiram de jogadas de bola parada ou de cruzamentos para a área

    Amanda Ilestedt cabeceia em jogo contra o Japão. Bola aérea é a principal arma da Suécia na Copa
    Amanda Ilestedt cabeceia em jogo contra o Japão. Bola aérea é a principal arma da Suécia na Copa Ulrik Pedersen/DeFodi Images via Getty Images

    Bruno Rodriguesda CNN

    Aitana Bonmatí, destaque da Espanha na Copa do Mundo Feminina, sabe qual deverá ser o ponto de maior atenção defensiva na semifinal contra a Suécia, nesta terça-feira (14), no Eden Park.

    “Ficar sem a bola não é um problema para elas. Cruzam para a área e fazem isso bem, buscando todas as ‘torres’ do time. Na bola parada, são incríveis. É algo que têm muito bem trabalhado e preparado”, afirmou a meio-campista em entrevista ao diário Marca.

    A análise de Bonmatí é precisa e mostra que a seleção comandada por Jorge Vilda estudou as adversárias. O jogo aéreo é de fato a principal arma das suecas para alcançar a decisão do Mundial — que seria a primeira da equipe feminina desde a edição de 2003, quando perderam para a Alemanha e ficaram com o vice-campeonato.

    Nove dos 11 gols que a Suécia marcou na Copa do Mundo foram originados na bola parada ou em cruzamentos para a área. Até mesmo os dois pênaltis que as nórdicas converteram no torneio, contra Argentina e Japão, surgiram de jogadas desse tipo.

    A zagueira Amanda Ilestedt, de 1,78 cm, tem sido uma ameaça para as defesas rivais. Com quatro gols (três de cabeça), ela é uma das vice-artilheiras da competição.

    “A bola parada é muito importante. Amanda é ótima nesse aspecto e pode marcar gols de diferentes formas”, disse o técnico Peter Gerhardsson após a classificação diante das japonesas.

    A força da Suécia no jogo aéreo não se limita aos escanteios e faltas. Quando tem a bola, a seleção de Gerhardsson coloca jogadoras bem abertas pelos lados para dar amplitude, e procura trocar passes até encontrar essas atletas mais avançadas. Assim que a jogada chega em boa posição para o cruzamento, um grupo invade a área para finalizar ou aproveitar os rebotes.

    O segundo gol na vitória por 2 a 0 sobre a Argentina é um exemplo desse tipo de construção e foi destacado inclusive pelo Grupo de Estudos Técnicos da Fifa (TSG na sigla em inglês).

    Sofia Jakobsson recebe pelo lado direito e, no momento em que cruza para Rebecka Blomqvist, cinco jogadoras estão na grande área.

    A ex-atacante alemã Anja Mittag, que integra o grupo de estudos da Fifa, analisa: “As jogadoras estão mais criativas quanto à variedade de seus cruzamentos e mais precisas nas batidas nesta Copa do Mundo. Isso dificulta as defesas, e as equipes estão capitalizando melhor os erros defensivos.”

    Nesta terça-feira, a Suécia enfrentará uma adversária com características diferentes das suas. A Espanha gosta de ficar com a bola e troca muitos passes até concluir suas jogadas. Mas para Peter Gerhardsson, que já eliminou Estados Unidos e Japão, ambas campeãs mundiais, isso não deverá ser um problema.

    “Elas talvez sejam as adversárias perfeitas para nós”, disse o treinador, sem especificar o porquê.

    A chave está em acreditar no próprio jogo. E ele tem motivos suficientes nesta Copa do Mundo para acreditar no bom e velho cruzamento para a área.

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