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Justiça congela bens da Eagle, de John Textor, e indica dívida milionária

Decisão mantém o investidor americano no comando do Botafogo

Guilherme Xavier, da CNN
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A Justiça do Rio congelou os bens da Eagle Football Holdings, que pertence a John Textor, dono do Botafogo.

A decisão foi publicada nesta quinta-feira (31) pela 3ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça e mantém o investidor americano no comando do clube carioca, já que o congelamento garante o pagamento de uma dívida identificada pelos envolvidos.

John Textor, portanto, precisará pagar 23 milhões de euros, mais de R$ 150 milhões, ao próprio Botafogo, via Eagle. A dívida total supera os R$ 300 milhões, mas a parcela imediata foi determinada pela "metade", segundo os valores da causa.

Uma declaração do investidor americano, após o empate com o Corinthians, no último fim de semana, explica um pouco da situação.

"Vou falar claramente para todos aqui. Botafogo está gerando uma quantia significativa de dinheiro e está financiando várias operações de perda do Lyon. Botafogo financia a Europa, e não o contrário", disse.

Textor e Eagle em situação financeira complicada

É o que o documento, do qual a CNN teve acesso, explica. Inicialmente, John Textor mostrava que teria uma rede colaborativa de clubes, mas, ao longo do tempo, viu o Botafogo lucrar muito mais e tentou atenuar a situação das outras equipes com empréstimos e dinheiro de premiações.

As conquistas do Botafogo foram apresentadas em compartivo com o Lyon, que vive grave crise financeira na França. Os escritórios Salomão e Basilio Advogados entraram com o pedido na Justiça do Rio.

Sem os investimentos da Ares Management e Iconic Sports, que estão em rota de colisão com o americano, Textor não consegue "fazer o dinheiro girar" e, como consequência, acumula dívidas.

Nem o modelo de compra e venda característico, que deu certo em casos como o de Thiago Almada, vendido por valor superior e à vista, é possível sem o fluxo de caixa de John Textor.

O Botafogo, por sua vez, se viu preocupado com a possível saída de John Textor do comando da Eagle, já que, nesses moldes, não receberia os valores que lhe foram retirados para equilibrar a situação de outros clubes.

A saída de Textor seria catastrófica para a SAF do Botafogo, que perderia o poder de fazer grandes contratações e, também, precisaria vender peças importantes do elenco para equilibrar as contas.

Por isso, a manutenção do investidor no Glorioso foi comemorada nos bastidores. As próximas semanas serão de apreensão para descobrir os próximos passos da situação de John Textor com a Eagle.

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