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    Em CPI, presidente do São Paulo rebate Textor e alfineta virada sofrida pelo Botafogo

    Julio Casares citou derrota do time alvinegro para Palmeiras na Série A do ano passado

    CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportiva (CPIMJAE) realiza reunião para ouvir depoimento de testemunhas. A finalidade da Julio Casares na CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportiva
    CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportiva (CPIMJAE) realiza reunião para ouvir depoimento de testemunhas. A finalidade da Julio Casares na CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportiva Pedro França/Agência Senado

    Brenno Costada Itatiaia

    Em depoimento, nesta terça-feira (22), na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Manipulação de Resultados e Apostas Esportivas, o presidente do São Paulo, Julio Casares, rebateu o dono da SAF do Botafogo, John Textor.

    O norte-americano acusa atletas do time tricolor de terem manipulado o jogo com o Palmeiras, na Série A do Campeonato Brasileiro do ano passado. Na ocasião, a equipe foi goleada por 5 a 0, no Allianz Parque, em duelo válido pela 29ª rodada da competição.

    Para rebater a teoria, o gestor tricolor, depondo na condição de convidado como testemunha, questionou se o norte-americano também fez uso de inteligência artificial para investigar o comportamento dos atletas do Botafogo quando a equipe sofreu uma virada histórica para o Palmeiras, durante a Série A de 2023.

    No jogo, disputado no Nilton Santos, o Botafogo teve o zagueiro Adryelson expulso, e o atacante Tiquinho ainda errou um pênalti. Em seguida, o Verdão decretou uma virada nos acréscimos para 4 a 3.

    A partir desse confronto, o Palmeiras iniciou uma arrancada histórica para conquistar um novo título do Brasileirão.

    “Achei e acho ainda uma esperança para o futebol brasileiro um investidor do tamanho dele (John Textor), mas eu não sei se esse mesmo estudo dessa plataforma foi feito quando ele tomou uma virada histórica do Palmeira, ganhando de 4 a 1, perdeu pênalti…”, disse Julio Casares, em referência ao uso da inteligência artificial que Textor diz ter apontado manipulação de resultado no clássico paulista.

    “É muita vezes irresponsável, sem prejuízo de ter que apurar, você fazer juízo de valor. Olha, aquele jogador teve 80% de passes errados. Isso não significa que ele esteve envolvido. Há indícios? Então, tem que apurar. Mas, a responsabilidade tem que ser medida no que a gente fala”, acrescentou.

    Casares ainda apontou que a partida entre São Paulo e Palmeiras foi logo após a conquista inédita da Copa do Brasil. O presidente admitiu que os jogadores do Tricolor entraram em campo sem o mesmo nível de concentração.

    “Depois de uma grande conquista, há um relaxamento. A gente tomou gol com 15 minutos, teve jogador expulso… No vestiário, eu vi jogadores insatisfeitos, discutindo, porque a rivalidade é grande”, completou.

    Surpresa com denúncia

    O presidente do São Paulo também admitiu que recebeu com surpresa as acusações de John Textor e, agora, espera que o dono da SAF do Botafogo seja punido ou se retrate publicamente, caso não comprove o envolvimento dos jogadores na manipulação de resultados.

    “Eu tomei esse conhecimento pela mídia. Tenho por Textor um respeito, mas eu fiquei surpreendido. Olha, eu não faria isso. Talvez, eu levaria, se tivesse indício, para os órgãos competentes. Mas eu não faria juízo de valor em cima de profissionais”, afirmou.

    “A única medida jurídica foi interpelá-lo para que ele prove. É o que nós vamos exigir. Ou, se não, ele se retrate de forma cabal”, acrescentou.

    Entenda a acusação de Textor

    No início de abril, John Textor, dono da SAF do Botafogo, divulgou, em seu site oficial sem provas ou nomes de participantes, um texto afirmando que cinco jogadores do São Paulo manipularam o resultado da partida com o Palmeiras, pela Série A do Campeonato Brasileiro do ano passado.

    Na ocasião, o Tricolor foi goleado por 5 a 0, no Allianz Parque, em duelo válido pela 29ª rodada da competição.

    Antes dessa partida, o Botafogo ainda era o líder do Brasileirão. Na 28ª rodada, o time carioca tinha 59 pontos, enquanto o Palmeiras era o quarto, com 47.

    De acordo com Textor, a manipulação foi 100% confirmada por principais especialistas e também pela inteligência artificial. As provas dessa acusação, desde então, não se tornaram públicas.

    No dia 22 do mês passado, o norte-americano foi ouvido pela CPI e reforçou que o Palmeiras foi beneficiado, pedindo investigação ao STJD.

    Nesta terça-feira (22), segundo o presidente da Comissão Parlamentar, senador Jorge Kajuru (PSB-GO), John Textor contratou a empresa norte-americana Good Games, que acusou os atletas do São Paulo de terem feito “corpo mole” na partida com o Palmeiras.

    O próprio político rebateu a tese, questionando a dificuldade de provar esse tipo de comportamento.


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    Este conteúdo foi criado originalmente em Itatiaia.

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