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    Salto em distância e o recorde olímpico mais duradouro

    Bob Beamon alcançou 8,90m em 1968, na Cidade do México

    Da CNN

    As Olimpíadas são sinônimos de medalhas e recordes. Muitos deles, aliás, saem na natação e no atletismo, esportes que ocupam grande parte da programação olímpica. Um, porém, vigora há mais de cinco décadas.

    É o recorde olímpico no salto em distância masculino. O americano Bob Beamon alcançou 8,90m em 1968, na Cidade do México, no México, feito que parece inatingível até os dias de hoje. Não à toa, ficou conhecido como “O Salto Perfeito”.

    Bob Beamon chegou como um dos favoritos durante uma temporada dominante, mas a prova prometia equilíbrio. Praticamente todos os medalhistas das duas edições anteriores de Jogos Olímpicos participavam da disputa na América Latina.

    O americano Ralph Harold Boston, ouro em Roma 1960 e prata em Tóquio 1964; o britânico Lynn Davies, ouro no Japão; e o soviético Igor Ter-Ovanesyan, bronze em ambas, estavam lá. O único de fora era o americano Irvin Roberson, segundo colocado na Itália.

    Beamon começou a prova com dificuldades para acertar o primeiro salto e avançar na classificatória. Na final, porém, veio a marca histórica. Ajudado pela altitude de mais de 2.200 metros e o vento a favor, o americano atingiu 8,90m, 55 centímetros a mais do que o recorde mundial anterior.

    O pódio no México teve ainda o alemão-oriental Klaus Beer, com 8,19m, e o americano Ralph Harold Boston, com 8,16m. O soviético Igor Ter-Ovanesyan ficou em quarto, com 8,12m, enquanto o britânico Lynn Davies foi apenas o nono, com 7,94m.

    O salto foi tão impressionante que a organização precisou usar uma fita de aço antiquada para conseguir fazer a medição e foi superado apenas mais de duas décadas depois, com o também americano Mike Powell, que alcançou 8,95m no Mundial de Tóquio 1991.

    Mais uma prova do quão impactante foram os 8,90m é o fato de que o saltador, nascido em 29 de agosto de 1946, em Nova York, virou sinônimo de um efeito atlético avassalador: “Beamonesque”, em inglês.

    A título de comparação, o grego Miltiadis Tentoglou foi ouro em Tóquio 2020 com 8,41m, seguido pelos cubanos Juan Miguel Echevarria, também com 8,41m, e Maykel Masso, com 8,21m.

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