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    Pênaltis e poucas goleadas: confira curiosidades sobre as finais da Copa do Mundo

    Dentro do roteiro da partida que colocará frente a frente Kylian Mbappé e Lionel Messi na busca pelo terceiro Mundial de suas respectivas seleções, histórias e curiosidades cercam a partida mais importante do torneio e do futebol mundial

    Messi durante partida contra a Croácia, pela semifinal da Copa de 2022
    Messi durante partida contra a Croácia, pela semifinal da Copa de 2022 Foto: FABIO FERRARI/LA PRESSE/DIA ESPORTIVO/ESTADÃO CONTEÚDO

    Estadão Conteúdo

    A final da 22ª edição da Copa do Mundo acontece neste domingo, 12h (horário de Brasília), entre França e Argentina, no Lusail Stadium, no Catar.

    Dentro do roteiro da partida que colocará frente a frente Kylian Mbappé e Lionel Messi na busca pelo terceiro Mundial de suas respectivas seleções, histórias e curiosidades cercam a partida mais importante do torneio e do futebol mundial.

    Além da decisão em si, o jogo deste domingo traz consigo diversos aspectos históricos e curiosos.

    Será a sexta final da Argentina na competição, por exemplo. Já o goleiro francês Hugo Lloris poderá se tornar o primeiro capitão a erguer a taça do Mundial em duas edições consecutivas.

    O Estadão recorda algumas curiosidades das decisões das Copas.

    1 – Recordistas em finais

    A Argentina entrará em campo contra a França em sua sexta decisão de Copa do Mundo. A equipe sul-americana já decidiu o Mundial em 1930, 1990 e 2014, ficando com o vice-campeonato.

    Venceu em 1978, quando sediou a competição, e em 1986, no México Às vésperas de completar sua sexta aparição, a seleção é apenas a terceira que mais vezes disputou decisões.

    Na liderança do ranking aparece a Alemanha, com oito finais de Copas e quatro títulos. Nos Mundiais de 1954, 1974, 1990 e 2014, os alemães levantaram a taça e foram derrotados em 1966, 1982, 1986 e 2002.

    Na segunda posição, a seleção brasileira aparece com sete decisões. O time nacional venceu as finais de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, e foi derrotada em 1950 e 1998.

    2 – Quantas finais já aconteceram?

    Se estamos na 22ª edição da Copa, tivemos 21 finais até aqui, certo? Errado.

    Isso porque na Copa de 1950 no Brasil, a Fifa decidiu mudar o formato do torneio e acrescentar um quadrangular decisivo com as melhores colocadas dos grupos da primeira fase.

    Com isso, o “Maracanazo”, decisão vencida pelo Uruguai sobre o Brasil no Maracanã, não foi uma final de fato, e, sim a última partida da terceira e última rodada do quadrangular, que também contou com Espanha 1 x 3 Suécia (já eliminadas), no mesmo horário, no estádio do Pacaembu, em São Paulo.

    3 – O primeiro gol em finais

    Na primeira edição do Mundial, em 1930, no Uruguai, a seleção da casa chegou à final contra a Argentina.

    E saiu de um pé uruguaio o primeiro gol da história das finais. Aos 12 minutos do primeiro tempo, Pablo Dorado foi às redes. A partida terminou em 4 a 2 para o Uruguai, que levantou seu primeiro título.

    4 – Maiores diferenças de gols em finais

    Em três finais, a diferença de gols entre a seleção campeã e a vice foi de três gols. Na Copa de 1958, na Suécia, o Brasil não tomou conhecimento da seleção dona da casa e venceu a decisão por 5 a 2.

    Em 1970, na Copa do México, a seleção brasileira voltou a aplicar esta diferença de gols na final, ao bater a Itália por 4 a 1. Em 1998, na Copa do Mundo da França, a dona da casa reverteu a situação e aplicou 3 a 0 no Brasil.

    5 – Finais decididas fora do tempo regulamentar

    Em apenas seis oportunidades, o grande campeão mundial foi conhecido depois do tempo regulamentar de 90 minutos mais acréscimos. Destas vezes, apenas duas foram na disputa de pênaltis.

    A primeira vez aconteceu em 1994, na Copa dos Estados Unidos, com o Brasil levando a melhor sobre a Itália nas penalidades. O fato voltou a se repetir em 2006, na Alemanha, com triunfo italiano sobre a seleção francesa.

    E, em quatro oportunidades, o campeão foi conhecido na prorrogação. Em 1966, na Copa da Inglaterra, a seleção anfitriã chegou à decisão contra a Alemanha e precisou do tempo extra para anotar 4 a 2 e levantar sua primeira e única taça.

    Em 1978, na Copa da Argentina, outra seleção anfitriã precisou da prorrogação para sagrar-se campeã. A equipe comandada por Mario Kempes venceu a Holanda por 3 a 1, após o tempo regulamentar.

    Na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010, Espanha e Holanda empataram sem gols no tempo regulamentar e apenas na prorrogação o título ficou com os espanhóis.

    No Mundial seguinte, no Brasil, a Alemanha derrotou a Argentina com gol de Mario Götze na prorrogação.

    6 – Maior público em uma final

    A última partida da Copa de 1950 é histórica por diversos motivos. Além de ter sido a primeira que não foi, de fato, uma final, o duelo entre Brasil e Uruguai foi o que teve o maior público presente no estádio.

    É estimado que 200 mil pessoas foram ao Maracanã ver a decisão, que acabou com triunfo uruguaio Foi a primeira e única vez até aqui que uma seleção anfitriã, que chegou à final, não conseguiu ser campeã.

    7 – Final mais comum

    A partida que mais vezes aconteceu numa decisão reúne uma seleção europeia e uma sul-americana. Alemanha e Argentina decidiram o título Mundial em três oportunidades, com retrospecto negativo para os argentinos, com duas derrotas. A única vez que a Argentina levou a melhor foi justamente na decisão de 1986, quando Maradona brilhou e comandou a equipe rumo ao título. Depois, em 1990 e 2014, foi derrotada pela Alemanha e amargou o vice-campeonato.

    8 – Jogadores que marcaram em mais de uma final

    Marcar em uma final de Copa do Mundo é para poucos. Em duas é algo muito mais raro e apenas 4 jogadores foram às redes em duas decisões distintas.

    Vavá marcou nas finais de 1958 e 1962. Pelé foi às redes em 1958 e 1970. Além dos brasileiros, o alemão Paul Breitner marcou nas decisões de 1974 e 1982.

    O francês Zinedine Zidane fecha a lista tendo marcado nas finais de 1998 – duas vezes – e em 2006.

    Caso Mbappé e Griezmann marquem na decisão da Copa do Catar, eles entrarão para o seleto grupo. A dupla foi às redes na decisão de 2018.

    9 – Cinco expulsões em finais

    Até o Mundial de 2018, apenas 5 atletas foram expulsos na decisão do torneio. A onda de cartões vermelhos começou na final da Copa de 1990, entre Argentina e Alemanha, com vitória alemã.

    Na ocasião, dois jogadores argentinos receberam cartões vermelhos de forma direta e foram para o vestiário mais cedo. Pedro Monzón e Gustavo Dezotti foram os responsáveis por inaugurar a estatística.

    Oito anos mais tarde, na final entre França e Brasil, vencida pelos franceses, Marcel Desailly recebeu dois cartões amarelos na partida e foi expulso.

    Em 2006, uma das expulsões mais icônicas da história dos Mundiais aconteceu na decisão entre França e Alemanha.

    Após abrir o marcador de pênalti na primeira etapa, Zinedine Zidane se descontrolou na prorrogação após uma discussão com o italiano Marco Materazzi e desferiu uma cabeçada no zagueiro, sendo expulso no ato.

    Esta foi a última partida profissional de Zidane, que de quebra amargurou o vice-campeonato.

    A última expulsão contabilizada em finais aconteceu no Mundial de 2010, realizado na África do Sul. O holandês John Heitin recebeu dois cartões amarelos e foi expulso. A Holanda acabou derrotada pela Espanha na prorrogação.

    10 – Período sem copa

    Justamente por causa da Segunda Guerra Mundial, que devastou o Mundo entre 1939 e 1945. No período, eram previstas 2 edições do Mundial, em 1942 e 1946.

    Para a edição de 1942, Alemanha, Argentina e Brasil eram as candidatas para sediar o torneio. Porém, com a invasão alemã à Polônia em 1939 e o início da Segunda Guerra Mundial, a ideia foi arquivada e o Mundial cancelado.

    Com o fim da guerra em 1945, a Fifa voltou a planejar uma Copa do Mundo, que voltou a acontecer em 1950, no Brasil, após 12 anos de paralisação.

    11 – O troféu fica com a campeã?

    A cobiçada taça de 36,8 cm de altura, produzida com 3 kg de ouro 18 quilates, não fica na posse da seleção campeã por muito tempo.

    O troféu fica com os vencedores apenas durante a cerimônia de premiação e é devolvido à Fifa quando a equipe retorna aos vestiários.

    Então, a entidade máxima do futebol concede à federação vitoriosa uma réplica, banhada a ouro, chamada de “Troféu dos Campeões”, que apesar de ficar em posse da campeã, é propriedade da Fifa.