Armani é a única marca que não participa das semanas de moda na Europa

O calendário oficial das semanas de moda de Milão e Paris segue normalmente, com passe sanitário e uso obrigatório de máscaras

Giorgio Armani apresentando a coleção primavera/verão 2022 durante semana de moda em Milão, em setembro
Giorgio Armani apresentando a coleção primavera/verão 2022 durante semana de moda em Milão, em setembro REUTERS/Alessandro Garofalo

Cibele Macietcolaboração para a CNN

Paris

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Não é a primeira vez que o estilista Giorgio Armani toma a decisão de não participar da semana de moda. Em fevereiro de 2020, ele foi o primeiro designer a abdicar dos holofotes das fashion weeks presenciais por causa da epidemia que começava a assolar o globo. Fez o desfile de portas fechadas.

Desta vez, as coleções da Empório Armani e da Giorgio Amani, que seriam apresentadas nos próximos 15 e 17 de janeiro em Milão, assim como a couture Giorgio Armani Privé Primavera-Verão 2022, que aconteceria no dia 25 de janeiro em Paris, foram completamente canceladas.

“Esta decisão foi tomada com muito pesar e após uma reflexão cuidadosa face ao agravamento da situação epidemiológica. Como o criador repetidamente afirmou, os desfiles são momentos cruciais e insubstituíveis, mas a saúde e segurança dos nossos funcionários e do público devem voltar a ser uma prioridade”, explicou a maison italiana em nota oficial.

Até o momento, o maestro de 87 anos não informou a imprensa e o público se uma apresentação virtual das coleções acontecerá. A Itália, um dos países europeus que mais sofreu com a pandemia, com mais de 138.000 mortos, adotou essa semana a vacinação obrigatória para os cidadãos com mais de 50 anos, face ao aumento de casos com o novo variante Ômicron.

Mas mesmo sem a Armani, a semana de moda milanesa sobreviverá. O evento, que prevê o uso obrigatório de máscaras e a apresentação do passe sanitário, ainda contará com 46 marcas, 23 desfiles físicos e nove apresentações virtuais, entre elas, Ermenegildo Zegna, Fendi, Diesel, Dolce & Gabbana e Prada.

Paris e a dança das cadeiras

Se na Itália as contaminações não param de aumentar, a Europa como um todo enfrenta uma grave onda de contaminação. Quase 4,9 milhões de infecções foram registradas no velho continente em uma semana, levando os governos a limitarem as reuniões, mas, ao mesmo tempo, a facilitarem as medidas de prevenção para evitar a paralisação econômica.

Limitando a concentração de pessoas em eventos para duas mil em ambientes fechados e cinco mil em ambientes externos, a próxima semana da alta costura parisiense contará com trinta e uma marcas em seu calendário oficial. Schiaparelli, Franck Sorbier, Fendi Couture, Alexandre Vauthier, Julien Fournier, Elie Saab, Maison Rabih Kayrouz e Viktor & Rolf marcarão presença ao lado de novas labels como Iris Van Herpen, Rahul Mishra e Charles de Vilmorin, jovem costureiro que aderiu à couture há apenas um ano.

Duas grandes grifes, Balenciaga – que retornou no ano passado, após 50 anos de ausência na alta costura – e Maison Margiela, não apresentarão suas coleções nessa temporada. Jean Paul Gaultier, que se aposentou da alta costura há dois anos, mostrará o talento do estilista convidado Glenn Martens, designer de Y / Project e da Diesel, que criou uma linha especial para a marca

Para fechar a semana, Pierre Cardin comemorará seu retorno às passarelas com um desfile organizado em homenagem a seu fundador. Previsto inicialmente para o dia 29 de dezembro do ano passado, exatamente um ano após a morte de Pierre Cardin aos 98 anos, o evento foi adiado para o dia 28 deste mês.

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