Grupo Armani diz que não usará mais lã de coelho nas suas coleções

Marca italiana anunciou em comunicado que as mudanças ocorrerão a partir da temporada de Outono/Inverno 2023; Peta afirma que técnica utilizada é cruel

Logo da Giorgio Armani em Zurique, Suíça
Logo da Giorgio Armani em Zurique, Suíça REUTERS/Arnd Wiegmann

Claudia Cristoferida Reuters

Por Claudia Cristoferi, da Reuters

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O Grupo Armani anunciou nesta quarta-feira (1) que não usará mais a lã de coelho angorá a partir da temporada Outono/Inverno de 2023, que entra para a lista de materiais excluídos por sua política antipeles.

A empresa de luxo italiana se une a uma série de marcas que estão descartando a lã extremamente macia de coelhos vivos devido à pressão de organizações de direitos dos animais e de clientes com mais consciência ecológica.

No mês passado, a organização Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta) anunciou que a plataforma de comércio digital de luxo Farfetch não venderá mais lã de angorá a partir de abril de 2022.

Anos atrás, a Peta lançou uma campanha para banir esse tipo de lã, que é produzida principalmente na China, descrevendo as técnicas usadas para retirar a pele dos coelhos como cruéis.

A decisão da Armani assinala mais um passo rumo à sustentabilidade, já que o grupo proibiu peles de animais em 2016 e três anos depois assinou o “Pacto da Moda” com outros marcas do setor para lidar com a mudança climática, disse a companhia em um comunicado.

 

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