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    • Julio Segala - Vice-presidente de Operações do Kumon América do Sul
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    • Julio Segala - Vice-presidente de Operações do Kumon América do Sul

      Julio Segala trabalha na área de franquias desde 1995. No Kumon, já atuou em várias áreas que estão ligadas à operação da empresa.

      Tem mais de 20 anos de experiência na área de gestão de franquias (fiscal, financeira, gestão de pessoas e divulgação), além de conhecimentos sobre estratégias de expansão da rede (estudo de mercado, análise de regiões e pontos de venda para expansão da rede, ferramenta de geomarketing).

      É formado em Licenciatura de Matemática e Física pela Unifra, é Mestre em Engenharia Eletrônica pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Shin Shin Dojo pela Global Kumon University, formação oferecida no Japão aos líderes do alto escalão da empresa em âmbito mundial.

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    É uma boa oportunidade para investir em franquia de educação no Brasil?

    O sistema de franchising no Brasil está em grau de maturidade bem avançado, se comparando com os grandes mercados mundiais. A Associação Brasileira de Franchising (ABF), é a segunda maior do mundo, em número de associados, ficando atrás somente da IFA (Intenational Franchising Associate), órgão equivalente para os Estados Unidos.

    No terceiro trimestre de 2022, o faturamento do setor no Brasil cresceu 18,7% e, se olharmos apenas o segmento de educação, o crescimento alcançou 22,9%, segundo dados da ABF.  Houve um acréscimo de 1.539 novas operações, totalizando 179.356 unidades, gerando cerca de 1,6 milhão de empregos diretos. Esses números são retratos da grande contribuição social e econômica para o nosso país, diante de um negócio que traz oportunidades, tanto para quem empreende, quanto para a população.

    Empreender com franchising é mais seguro e entre os benefícios estão a transferência de know how, uso de uma marca já estabelecida e a ajuda na divulgação do negócio, ou seja, não é preciso “começar do zero”. A vantagem é possuir um negócio local que já tenha a maturidade de um regional, nacional ou até mundial, dependendo da rede.

    Falando em educação, podemos somar, ao empreender por meio de franquias, o fator “propósito”. Trabalhar na área tem por natureza um forte desejo de contribuir para a sociedade, atuando no desenvolvimento de pessoas. A educação transforma, seja a vida de uma criança que aprenderá a ler e com isso descobrir sozinha muito mais coisas, até um adulto que poderá aprender uma nova profissão em curso profissionalizante. Além do ganho financeiro, geração de renda e empregos são pontos altos na empreitada.

    Franchising é relacionamento. É trabalhar com pessoas. Franchising na área de educação é o âmago do relacionamento, é a essência do trabalhar com pessoas, pois o executivo desenvolverá habilidades para a vida delas.

    Dentro de uma rede de franquias há muita troca de informações, de experiência, entre fraqueado e franqueador e, também, entre franqueados. Elas são promovidas por meios digitais, como portais na web, intranet, reuniões virtuais, até eventos presenciais, como encontros regionais e convenção nacional. Apesar de concorrentes, os franqueados e, também, os franqueadores têm uma relação de uma grande comunidade, onde as trocas e ajudas são muito frequentes, onde as pessoas dividem as alegrias e as dores, um ajudando o outro a crescer e superar desafios.

    Dentro do sistema, há uma modalidade denominada de microfranquias, em que a diferença é que o investimento inicial para montar o negócio é de até R$ 105 mil. Nesse sistema, em geral, o executivo opera o negócio e, com isso, tem a oportunidade de realização profissional e geração de renda, como é o caso do Kumon.

    Ainda de acordo com a Entidade, das 1.219 redes associadas à ABF, 450 operam na modalidade de microfranquias. O modelo ganhou força durante a pandemia do Covid-19. Em 2020 o número não passava de 301. Algumas redes que ainda não operavam, criaram novos modelos para se enquadrar e poder dar oportunidade para pessoas que estão dispostas a investir.

    Uma curiosidade sobre o Kumon é que mais de 90% das unidades são lideradas por mulheres.  Elas valorizam muito o atendimento que recebem durante a fase de pesquisa e processo seletivo/treinamentos e, além do retorno financeiro, procuram um negócio que traga satisfação e realização profissional e pessoal. Segundo a ABF, entre os principais motivos para elas optarem pelo franchising estão: suporte para a operação dos negócios, apoio na localização para a instalação da franquia, segurança para estar no mercado e a possibilidade de estar mais próximas da família.

    Atuo há mais de 27 anos na área e já ouvi muitas histórias de empreendedores. Se você tem interesse em ingressar no ramo, como franqueado, identifique o segmento que mais o atrai e procure as redes existentes. Minha recomendação é: busque um empreendimento com o qual você se identifique e pesquise muito sobre o franqueador e a rede. Esse é um processo parecido com um namoro: é necessário tempo para conhecer a outra pessoa antes de decidir se casar. Serão vários encontros, várias oportunidades de você e o franchising irem se conhecendo em diversas situações.

     

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