CMN aprova linha emergencial de R$ 1 bilhão para aéreas

Crédito terá juros atrelados ao CDI e busca aliviar pressão causada pela alta do combustível

Jenifer Ribeiro, da CNN Brasil, Brasília
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O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quarta-feira (20) a regulamentação da linha emergencial de crédito para companhias aéreas brasileiras.

A medida destrava uma linha de até R$ 1 bilhão para capital de giro do setor, em meio à forte pressão provocada pela alta do QAV (querosene de aviação).

Para acessar o crédito, as companhias precisarão apresentar declarações informando os impactos da alta do combustível sobre as operações, além de comprovar capacidade de pagamento e inexistência de impedimentos judiciais ou extrajudiciais para contratação da linha.

Como antecipou a CNN, o governo federal vinha trabalhando para viabilizar o financiamento ainda neste mês como parte do pacote emergencial voltado ao setor aéreo.

Pelas regras aprovadas pelo CMN, cada companhia poderá acessar até 1,6% do faturamento bruto anual registrado em 2025, limitado a R$ 330 milhões por grupo econômico. Os recursos serão destinados exclusivamente para capital de giro.

Os financiamentos terão prazo de até seis meses para pagamento, com quitação em parcela única ao final do contrato.

Os juros da operação corresponderão a 100% do CDI. Em caso de inadimplência, haverá incidência de juros de mora de 1% ao mês e multa de 2% sobre os valores devidos.

Os recursos serão operacionalizados pelo Banco do Brasil e o risco de inadimplência fica com a União. Os valores serão liberados até 28 de junho, em parcela única diretamente na conta das empresas beneficiadas.

A medida ocorre em meio ao aumento sucessivo do preço do QAV, que já acumula forte alta em 2026 e elevou a pressão financeira sobre as empresas aéreas brasileiras. O combustível representa atualmente uma das principais despesas do setor e chegou a responder por cerca de 45% dos custos das companhias após os últimos reajustes.