Spic contrata consórcio chinês para ampliar hidrelétrica na divisa MG-GO

Expansão está vinculada ao leilão de Capacidade, do qual a empresa foi uma das vencedoras e prevê acréscimo de 310 MW de potência, com início da operação comercial da nova unidade em 2030

Robson Rodrigues, da CNN Brasil, São Paulo
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A Spic Brasil, controlada pela estatal chinesa State Power Investment Corporation of China (Spic), anunciou a assinatura de um contrato com o consórcio formado pelas empresas chinesas Dongfang Electric Corporation e China Gezhouba Group Corporation (CGGC) para ampliar a hidrelétrica de São Simão, na divisa entre Minas Gerais e Goiás.

O valor do contrato não foi divulgado. O acordo é o principal do projeto de expansão da usina e integra um investimento total previsto de R$ 1,4 bilhão para instalar a sétima unidade geradora da usina, a UG7, e acrescentar 310 megawatts (MW) de potência.

A expansão está vinculada ao Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2026, do qual a Spic foi uma das vencedoras em março. O cronograma prevê o início da operação comercial da nova unidade em 2030.

Pelo contrato, a Dongfang ficará responsável pela engenharia, pela supervisão técnica e pelo fornecimento do gerador e da turbina do tipo Francis. A CGGC executará os serviços de montagem da nova unidade geradora no canteiro de obras.

Além do consórcio chinês, a Spic definiu outros fornecedores para a expansão. A brasileira SEEL Engenharia venceu o pacote de obras civis. A Tractebel Engineering será responsável pela engenharia do proprietário, enquanto o Egis Group ficará encarregado do pacote ambiental.

Em nota, a CEO da Spic Brasil, Adriana Waltrick, afirmou que a assinatura do contrato materializa o compromisso da empresa com a expansão da geração no país.

“A otimização de ativos existentes, como a UHE São Simão, é a forma mais eficiente e sustentável de ampliar a capacidade de energia renovável e segura do país”, disse a executiva.