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    10 republicanos votaram pelo impeachment de Trump; veja destaques da sessão

    Trump se tornou o primeiro presidente dos Estados Unidos a ter um processo de impeachment aberto contra si duas vezes. Saiba como foi a votação na Câmara

    Por Jeremy Herb, Manu Raju, Lauren Fox e Phil Mattingly, da CNN

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    A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, aprovou, nesta quarta-feira (13), o impeachment do presidente Donald Trump pela segunda vez durante o mandato, em uma condenação rápida e bipartidária por conta do papel do presidente em incitar a invasão da semana passada no Capitólio.

    Confira os principais pontos da votação:

    Primeiro presidente com dois impeachments

    A Câmara aprovou o impeachment por 232 a 197 votos, exatamente uma semana depois que os manifestantes forçaram os legisladores a fugir da mesma Casa.

    Esse foi o quarto impeachment presidencial na história dos Estados Unidos. Essa é a primeira vez que um presidente tem o processo aberto duas vezes. 

    Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
    Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
    Foto: REUTERS

     

     

    Republicanos também votaram pelo impeachment de Trump

    Dez republicanos, incluindo a republicana nº 3 da Câmara, Liz Cheney, de Wyoming, se juntaram a todos os democratas para aprovar impeachment de Trump por “incitação à insurreição”.

    A declaração de Cheney foi citada por defensores e detratores do impeachment na quarta-feira, depois que ela acusou Trump de “convocar essa turba, montá-la e acender a chama desse ataque”.

    Esses foram os republicanos que votaram pelo impeachment:

    – Adam Kinzinger, de Illinois
    – Liz Cheney, de Wyoming
    – John Katko, de New York
    – Fred Upton, do Michigan
    – Jaime Herrera Beutler, de Washington
    – Dan Newhouse, de Washington
    – Peter Meijer, do Michigan
    – Anthony Gonzalez, de Ohio
    – Tom Rice, de South Carolina
    – David Valadao, da Califórnia

    Trump pede calma

    Após a votação na Câmara, Trump divulgou uma declaração em vídeo pedindo calma enquanto a ameaça de novos distúrbios – sobre os quais o presidente disse ter sido informado pelo Serviço Secreto – lança uma mortalha sobre Washington. O presidente não mencionou o impeachment histórico ocorrido algumas horas antes.

    Mensagem de Biden ao Congresso

    Em uma declaração ao Congresso, o presidente eleito observou que “foi um voto bipartidário lançado por membros que seguiram a Constituição e sua consciência”, antes de se voltar para a pandemia. “Essa nação também permanece nas garras de um vírus mortal e uma economia cambaleante”, disse Biden.

    “Espero que a liderança do Senado encontre uma maneira de lidar com suas responsabilidades constitucionais no impeachment enquanto também trabalha em outros assuntos urgentes desta nação.”

    O que vem a seguir

    O impeachment não deve tirar Trump do cargo – o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, não planeja trazer o Senado de volta para um julgamento antes de 19 de janeiro, o que significa que o julgamento não começará até que Trump saia do cargo e Biden tenha foi empossado.

    O líder da maioria disse em um comunicado após a votação que um julgamento não poderia ser concluído antes da posse de Biden, mesmo se tivesse começado antes, e ele queria que o Congresso e o Executivo passassem a próxima semana focados em “facilitar um seguro inauguração e uma transferência ordenada de poder. “

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