Trump cogita suspender voos do Brasil para os EUA por Covid-19

Presidente americano disse que país está 'tendo problemas com o coronavírus, não há dúvida sobre isso'

Marcelo Favalli, da CNN, em Nova York
19 de maio de 2020 às 17:49 | Atualizado 19 de maio de 2020 às 18:19

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (19) que está cogitando suspender as chegadas de voos provenientes do Brasil ao país, em virtude da pandemia do novo coronavírus. "O Brasil está tendo problemas com o coronavírus, não há dúvida sobre isso", diz o presidente americano.

"Não quero pessoas vindo para cá e infectando nosso povo. Também não quero que as pessoas fiquem doentes por lá", declarou. Ele ainda afirmou que os Estados Unidos vão enviar respiradores para auxiliar o Brasil à combater a pandemia.

O comentário foi feito ao final do evento, quando Donald Trump respondeu perguntas da imprensa e comentários de representantes dos estados. Ao mencionar a situação da epidemia do novo coronavírus pelo mundo, o Brasil voltou a ser indicado como país onde o surto continua crescendo.

Neste momento, o presidente mencionou a possibilidade de suspende os voos entre cidades brasileiras e os aeroportos americanos, para evitar a chegada de passageiros infectadas pela Covid-19. As viagens que ainda continuam acontecendo entre os dois países são decisões das companhias aéreas e não por restrição dos governos.

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Em 28 de abril, durante uma reunião com o governador da Flórida, Trump disse que – caso fosse necessário – ele assinaria uma ordem executiva para suspender os voos entre Brasil e Estados Unidos.

Na tarde desta terça, o presidente assinou uma ordem executiva para suspender regulações que atrasariam a retomada da indústria americana agora que os estados estão sendo reabertos, depois da suspensão da quarentena.

Hidroxicloroquina

O presidente Donald Trump defendeu a sua decisão de tomar preventivamente a hidroxicloroquina para evitar problemas decorrentes com uma possível contaminação pela Covid-19. Segundo ele, o maior estudo já feito sobre o assunto até o momento, que afastou o uso do medicamento como eficaz contra a doença, foi feito por pessoas que são "contra a administração dele".

Durante fala à imprensa na segunda-feira (18), Trump disse não ter recomendação médica para o uso profilático que faz do medicamento e que a sua evidência de eficácia da hidroxicloroquina é receber "muitas ligações positivas sobre isso".