Após três dias de protesto, policial que matou George Floyd é preso nos EUA

Derek Chauvin já acumulava 18 reclamações contra seu comportamento; outros três envolvidos no assassinato continuam soltos

Da CNN, em São Paulo
29 de maio de 2020 às 14:42 | Atualizado 30 de maio de 2020 às 02:12
Vídeo registrou o momento da abordagem feita a George Floyd, homem negro assassinado por quatro policiais
Foto: Reprodução/CNN (28.mai.2020)

O chefe do Departamento de Segurança Pública de Minessota, John Harrington, anunciou no início da tarde desta sexta-feira (29) que o policial Derek Chauvin, visto em imagens se ajoelhando sobre o pescoço de George Floyd, está sob custódia da polícia do estado americano. 

Segundo o procurador do caso, Mike Freeman, Chauvin é acusado de assassinato em 3º grau, tipificado como homicídio culposo. Os outros três policiais envolvidos no assassinato não foram incluídos na ordem de prisão.

Na última segunda-feira (25), Floyd, um homem negro de 46 anos, foi parado pelo grupo de autoridades, que disseram estar respondendo a um chamado por falsificação de documentos, ao sair de uma loja de conveniência. 

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Depois que Floyd já tinha sido algemado e colocado deitado no chão, Chauvin ajoelhou em seu pescoço. A vítima avisou que não estava conseguindo respirar, enquanto os colegas do policial apenas observaram.

Pouco depois, ele foi declarado morto em um hospital nos arredores, de acordo com as autoridades, iniciando uma série de protestos contra a violência policial nos Estados Unidos em relação a população afro-americana.

Senadora de Minnesota, a democrata Amy Klobuchar, definiu a prisão do ex-policial, demitido após o crime, de "um primeiro passo em direção à justiça".  

Já o governador do estado, Tim Walz, em entrevista na manhã desta sexta, depois de mais uma noite intensa de confrontos entre manifestantes e as forças de segurança, pediu por "ordem" na região. 

Fiança

A fiança do ex-policial de Minneapolis, Derek Chauvin, foi fixada em US$ 500.000, de acordo com a queixa criminal apresentada no 4º Tribunal Distrital Judicial de Minnesota. Segundo o documento, não foram estabelecidas condições para sua libertação.

O documento não indica que Chauvin pode ser liberado, apenas estipula o valor da fiança em US$ 500.000. Por enquanto, Chauvin não recebeu ordem de detenção ou prisão preventiva.