Em meio a violência e saques, irmão de George Floyd pede protestos pacíficos


Da CNN
02 de junho de 2020 às 10:10
Manifestantes protestam em Nova York contra morte de George Floyd
Manifestantes protestam em Nova York contra morte de George Floyd
Foto: Jeenah Moon - 31.mai.2020 / Reuters

Protestos contra a morte de George Floyd, homem negro que foi morto asfixiado por um policial durante uma abordagem, voltaram a tomar as ruas de diversas partes dos Estados Unidos na noite dessa segunda e ao longo da madrugada desta terça-feira (2). Ao menos 40 cidades decretaram toques de recolher e membros da Guarda Nacional foram acionados em mais de 20 estados.

Em meio a toda esta tensão, o irmão de Floyd, Terrence Floyd, pediu a manifestantes que não utilizem violência nos atos. “Ele não iria querer que todos vocês fizessem isso”, disse.

A família de George Floyd, assim como diversos governadores e prefeitos, têm apoiado os protestos, mas condenam os saques e a violência vista em muitos deles.

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Na noite de segunda-feira, quatro policiais foram alvo de tiros na cidade de St. Louis, no Missouri, durante um protesto. Dois dos agentes foram baleados na perna, um no pé e um no braço, informou o chefe de polícia local, John Hayden, em uma entrevista coletiva, acrescentando que eles sobreviveram. Um outro agente foi baleado em Las Vegas, Nevada durante uma troca de tiros.

O presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a criticar o assassinato de George Floyd, mas disse que protestos legítimos não podem ser suplantados por uma "multidão raivosa". E ameaçou: "Prefeitos e governadores precisam estabelecer uma presença contundente das forças da lei até a violência ser contida. Se uma cidade ou estado se recusar a adotar as ações que são necessárias para defender a vida e a propriedade de seus moradores, mobilizarei os militares dos EUA e resolverei o problema para eles rapidamente", afirmou.

Chefe da polícia de Louisville é demitido

Também na segunda-feira, Steve Conrad, chefe da polícia metropolitana de Louisville, no estado do Kentucky, foi demitido após a descoberta de que as câmeras dos uniformes dos agentes envolvidos em um tiroteio no domingo estavam desligadas, afirmou o prefeito Greg Fischer. “Esse tipo de falha institucional não será tolerado”, disse ele.

De acordo com o governador do Kentucky, Andy Beshear, a polícia de Louisville e soldados da Guarda Nacional foram alvo de tiros por parte de manifestantes enquanto tentavam dispersar a multidão na noite de domingo. Os agentes atiraram em resposta e acabaram atingindo uma pessoa. O prefeito informou, mais tarde, que a vítima era o comerciante local David McAtee.

(Com Reuters)