Itália tem alta de 60% em venda de bicicletas após quarentena


Reuters
23 de junho de 2020 às 10:24
Ciclista passa pela Praça Duomo, em Milão

Com máscara de proteção, ciclista passa pela Praça Duomo, em Milão

Foto: Alessandro Garofalo-18.mai.2020/ Reuters

A Itália registrou um aumento nas vendas de bicicletas desde que o governo encerrou a quarentena para conter o novo coronavírus, um reflexo do interesse das pessoas em evitar o uso de transporte público e uma resposta aos incentivos do governo na questão do meio ambiente.

Cerca de 540.000 bicicletas foram vendidas em todo o país desde que as lojas reabriram no início de maio, segundo a Ancma – que faz lobby do setor –, um aumento de 60% em comparação com o mesmo período de 2019.

Para manter as pessoas afastadas do metrô e dos ônibus e evitar congestionamentos nas ruas, o governo italiano também ofereceu um subsídio de até € 500 (equivalentes a R$ 2,9 mil) para os cidadãos comprarem bicicletas elétricas.

O subsídio, que entrou em vigor em 4 de maio e vai até o final do ano, acelerou uma tendência, mesmo em pequenos centros urbanos.

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"Maio foi um mês extraordinário para o mercado de bicicletas elétricas", disse Gian Franco Nanni, executivo-chefe da fabricante italiana de veículos elétricos Askoll EVA. "Vimos um crescimento de três dígitos em pedidos em comparação com um ano atrás."

Com mais de 34,6 mil mortes, a Itália tem o quarto número mais alto de Covid-19 do mundo, e as autoridades alertaram que o risco de infecção ainda é alto em locais movimentados.

O governo reservou € 120 milhões de euros para o plano de incentivo e disse que disponibilizará mais fundos, se necessário.

O uso de bicicletas é bastante popular nas cidades planas do norte do Vale do Pó, como Bolonha e Parma, mas agora também está se tornando mais frequente em cidades mais ao sul.

"Vendemos mais de 50 bicicletas desde que reabrimos", disse Simone Lazzaretti, que dirige a loja de bicicletas Lazzaretti na capital Roma, onde as bicicletas nunca foram usadas como um meio de se locomover pela cidade por causa das ruas pouco planas.

"Vendemos todos os modelos com assistência, menos caros, e só restam modelos topo de linha, que custam cerca de € 2,5 mil", comemorou.