Em teste para direita do leste europeu, Polônia define hoje novo presidente

Disputam a cadeira o conservador Andrzej Duda, membro do polêmico partido político PiS e atual presidente, e o liberal Rafal Trzaskowski, prefeito de Varsóvia

Da CNN, em São Paulo*
12 de julho de 2020 às 09:18 | Atualizado 12 de julho de 2020 às 09:31
Andrzej Duda, atual presidente da Polônia e candidato à reeleição
Foto: Reprodução/Twitter

Os poloneses saem de casa neste domingo (12) para escolher quem será o presidente do país pelos próximos cinco anos. Disputam a cadeira o conservador Andrzej Duda, membro do partido PiS e atual presidente, e o liberal Rafal Trzaskowski, prefeito de Varsóvia ligado à União Europeia.

No primeiro turno, que ocorreu no dia 28 de junho, Duda abriu caminho para a sua reeleição registrando 43,5% dos votos, enquanto seu rival obteve 30,5%. Mas analistas políticos acreditam que a votação de hoje deverá ser muito mais próxima que isso, já que a campanha foi marcada por polêmicas.

Duda é filiado do PiS, partido conservador polonês conhecido por ser contra a União Europeia e ter opiniões críticas a minorias. Chegou a dizer que a comunidade LGBT representava uma “ideologia” pior que o comunismo da era soviética, mas depois afirmou que suas palavras foram tiradas de contexto.

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Ele visitou Trump no mês passado numa tentativa de reforçar sua proximidade da onda conservadora formada por líderes como o presidente dos Estados Unidos, do Brasil e da Hungria. Sua eleição pode até mesmo representar a manutenção do apoio da maior parte da opinião pública ao populismo no leste europeu.

Trzaskowski, por outro lado, tenta seguir um caminho diferente. Ele irritou a comunidade religiosa do país por participar de Paradas LGBTQ em Varsóvia e se comprometer a criar aulas de educação sexual nas escolas polonesas em linha com as orientações da Organização Mundial da Saúde.

Além disso, o político acredita que o país precisa fugir das atuais práticas nacionalistas para voltar a ter boas relações com a União Europeia. Ele já atuou no Parlamento Europeu e como ministro de oposição do governo. Sua possível eleição é vista como um caminho mais progressista para o país.

A Polônia tem sistema semipresidencialista, em que o presidente é chefe de estado e tem um primeiro-ministro que comanda o governo. Apesar disso, uma derrota do PiS pode representar um enfraquecimento das atuais lideranças.

*Com informações de Laura Smith-Spark e Frederik Pleitgen, da CNN