Israel entra em novo lockdown, que coincide com temporada de feriados judaicos

Segundo bloqueio nacional do país tem início nesta sexta e durará três semanas, período que coincide com datas como o Ano Novo Judaico, Rosh Hashaná

Rami Ayyub, da Reuters
18 de setembro de 2020 às 04:52 | Atualizado 18 de setembro de 2020 às 10:34

Israel entra, nesta sexta-feira (18), em um segundo bloqueio nacional, que coincide com o início da alta temporada de feriados judaicos, forçando os residentes a ficarem em casa por conta de um ressurgimento de novos casos do novo coronavírus.

O lockdown inicial do país foi imposto no final de março e abrandado em maio, à medida que os novos casos diminuíam, atingindo níveis mínimos de um dígito.

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Foto: Ammar Awad - 26.mar.2020/ Reuters

Mas os líderes israelenses agora afirmam que suspenderam as restrições cedo demais, na esperança de evitar mais danos econômicos com a reabertura do setor privado. Eles também permitiram reuniões em massa, o que contribuiu para levar novos casos a picos diários de mais de 5.000.

O novo bloqueio, que deve começar às 14h (no horário local) e durará três semanas, coincide com o início do Ano Novo Judaico, Rosh Hashaná, tradicionalmente um tempo para grandes reuniões familiares e orações em grupo.

Sob as novas regras, os israelenses devem se limitar a cicular a 500 metros de casa, com exceções para atividades como deslocamento para o trabalho, compras de itens essenciais e caminhadas ao ar livre para se exercitar. Os locais de trabalho funcionarão de forma limitada.

Distanciamento social e limites no número de fiéis entrarão em vigor nas sinagogas, geralmente lotadas para Rosh Hashaná e Yom Kippur, o Dia da Expiação judaico que começa ao pôr do sol em 27 de setembro.

Desde o início do surto, 1.169 pessoas morreram em Israel, um país de 9 milhões.

Muitos israelenses acusaram o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, cujos ministros discutiram abertamente sobre como lidar com a pandemia, de ter demorado a responder ao novo surto, e milhares se reuniram para protestos semanais fora de sua residência oficial em Jerusalém.