Discursos da Assembleia da ONU começam hoje; Bolsonaro deve falar de queimadas


Anna Satie, da CNN, em São Paulo
22 de setembro de 2020 às 05:00 | Atualizado 22 de setembro de 2020 às 10:08

 

Os discursos de líderes mundiais na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) começam nesta terça (22) de forma inédita. Neste ano, os líderes enviaram declarações virtuais para o evento, em vez de se reunirem fisicamente na sede da organização.

A cerimônia terá início às 10h no horário de Brasília e será transmitida no site da ONU e também pela TV Brasil. Mantendo a tradição, o presidente brasileiro abrirá o evento, cabendo a Jair Bolsonaro fazer o primeiro discurso do dia.

A reunião anual seria uma celebração do 75º aniversário da entidade, que sofreu alterações por conta das restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus. 

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O evento tem como tema "O futuro que queremos, as Nações Unidas que precisamos: reafirmar nosso compromisso coletivo com o multilateralismo - enfrentando a Covid-19 por meio de uma ação multilateral efetiva" e começou na última quinta-feira (17). No entanto, os discursos de chefes de Estado se iniciam agora, na chamada Assembleia Geral.

O vídeo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi gravado na última quarta (16). Segundo apurou o colunista da CNN Igor Gadelha, deve falar sobre a Amazônia e sobre as queimadas de modo geral, incluindo o Pantanal, e sobre “valores”.

O tema será endereçado em meio à pressão internacional crescente sobre o governo brasileiro pela conservação do meio ambiente. 

Auxílio emergencial e importância do agronegócio

Segundo fontes da colunista Renata Agostini, em seu discurso o presidente também defenderá as medidas adotadas pelo país no enfrentamento à pandemia da Covid-19, especialmente na ajuda emergencial a trabalhadores informais e desempregados e no programa de manutenção de empregos, além da resposta do governo à pandemia do novo coronavírus, mas sem focar no número de vítimas.

As fontes dizem, ainda, que Bolsonaro também falará sobre a importância do agronegócio brasileiro na segurança alimentar do mundo e vai citar o compromisso de sua gestão com reformas econômicas e com a abertura comercial. 

(Com informações de Igor Gadelha, da CNN, em Brasília).