Passagem do furacão Zeta deixa 6 mortos e milhões sem eletricidade nos EUA

Os furacões estão ficando mais fortes e girando mais devagar, pois absorvem energia do calor nos oceanos devido às mudanças climáticas

De Kanishka Singh, da Reuters
30 de outubro de 2020 às 03:28
Passagem do furacão Zeta pelos Estados Unidos
Foto: NHC/ Reprodução


Pelo menos seis pessoas morreram no sudeste dos Estados Unidos e mais de dois milhões de pessoas ficaram sem energia na quinta-feira depois que o furacão Zeta atingiu a Costa do Golfo e rumou para o nordeste.

A primeira morte confirmada de Zeta foi um homem de 55 anos em Nova Orleans, que foi eletrocutado por uma linha de energia caída, disse o Departamento de Saúde da Louisiana.

A ocorrência foi seguida por quatro mortes no Alabama e na Geórgia por árvores caindo sobre casas, de acordo com os bombeiros do condado de Gwinnett. Um homem de 58 anos no Mississippi se afogou quando ficou preso no aumento da água do mar após gravar um vídeo da tempestade.

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O Zeta avançou mar do Caribe e passou de uma tempestade tropical a um furacão de categoria 2 em menos de quatro dias. O fenômeno atingiu a Península de Yucatan, no México, e cruzou o Golfo do México para atingir a costa dos EUA na noite de quarta-feira.

É a quinta tempestade nomeada a atingir Louisiana este ano e a 27ª tempestade desta temporada, um a menos que o recorde estabelecido em 2005.

Os furacões estão ficando mais fortes e girando mais devagar, pois absorvem energia do calor nos oceanos devido às mudanças climáticas.

As oito tempestades nomeadas que entraram no Golfo do México desde junho causaram repetidas evacuações offshore e cortaram milhões de barris da produção de petróleo e gás dos EUA.

As tripulações começaram a retornar às instalações offshore do Golfo do México na quinta-feira. A Chevron Corp e a Royal Dutch Shell Plc disseram que estão redistribuindo pessoal e aumentando e restaurando a produção em suas plataformas.

O furacão Zeta cortou 4 milhões de barris em quatro dias nesta semana, interrompendo até 85% da produção diária de petróleo no Golfo do México e quase 58% da produção de gás natural.