Brasil vai ser sede da reunião do G20 em 2024


Fernando Nakagawa
Por Fernando Nakagawa, CNN  
22 de novembro de 2020 às 14:50 | Atualizado 23 de novembro de 2020 às 13:22

 


 O Brasil será a sede da reunião das 20 maiores economias do mundo, o G20, em 2024. O anúncio foi feito no fim da edição de 2020 realizada na Arábia Saudita. Será a primeira vez que o Brasil vai sediar o encontro que recebe os líderes de governo de todas as maiores potências do planeta. Já havia expectativa de que o Brasil seria anunciado como sede por causa da rotatividade dos países conforme o continente. Antes de desembarcar por aqui, a reunião vai ser organizada pela Itália em 2021, Indonésia (2022) e Índia (2023).

Para as Américas, essa rotatividade começou em 2012, quando a reunião foi realizada em San José del Cabo, cidade turística do México. Seis edições depois, o G20 voltou ao continente americano para a cidade de Buenos Aires, na Argentina. Seis anos depois, o grupo voltará à América para a reunião no Brasil. Ainda não foi definida a cidade que será sede do encontro em 2024.

Leia também:

Líderes do G20 nivelam importância da sustentabilidade à da pandemia

Acordos comerciais sofrem influência de agenda ambiental, diz Bolsonaro no G20

G20 pode suspender a dívida de países pobres por mais seis meses, se necessário

Cúpula dos líderes do G20 em Osaka, Japão, em 2019
Cúpula dos líderes do G20 em Osaka, Japão, em 2019
Foto: Alan Santos/PR (29.jun.2019)


Ser sede do G20 gera muita visibilidade, já que as cidades atraem a atenção de todo o mundo por alguns dias. Isso pode ser bom para a economia do país. Em 2016, por exemplo, a China investiu para aumentar o potencial turístico de Hangzhou, metrópole que recebeu a reunião de cúpula daquele ano. O mesmo aconteceu na edição de 2015, quando o governo turco fez grande publicidade do balneário de Antália, local que recebeu líderes de todo o mundo.  

Ao mesmo tempo, ter 20 chefes de estado ao mesmo tempo, como o presidente dos Estados Unidos, da China e da Rússia, gera necessidade de um esquema sem precedentes de segurança. A vizinha Argentina, por exemplo, teve de providenciar até caças supersônicos para a proteção dos chefes de Estado que estiveram em Buenos Aires. Na ocasião, diplomatas argentinos diziam que a conta da organização do evento somava “várias centenas de milhões de dólares”.   

Além da reunião de cúpula – que reúne os chefes de Estado de todos os países, também há outras reuniões como a de ministros de Finanças e presidentes de Banco Central, de ministros de Relações Exteriores, de ministros de Trabalho e Emprego, de empresários e de representantes da sociedade civil. Normalmente, cada uma dessas reuniões acontece em cidades diferentes do país-sede.