Primeiras doses da vacina da Pfizer chegam ao Chile

O país é o primeiro país sul-americano a começar a vacinar contra a Covid-19

da Reuters
24 de dezembro de 2020 às 11:41 | Atualizado 24 de dezembro de 2020 às 12:01

 

As primeiras 10.000 doses de um pedido de 10 milhões da vacina Pfizer-BioNtech Covid-19 chegaram ao Chile nesta quinta-feira (24), com inoculações de trabalhadores de saúde nos setores mais afetados para começar imediatamente.

O Chile é o primeiro país sul-americano a começar a vacinar contra a Covid-19. O México recebeu 3.000 doses da vacina na quarta-feira (23), a Costa Rica recebeu as doses da Pfizer nesta quinta-feira (24), enquanto a Argentina esperava as primeiras doses da vacina russa Sputnik Covid-19 no mesmo dia.

As doses chegaram ao aeroporto de Santiago do centro de manufatura da Pfizer, a cidade de Puurs, na Bélgica, pouco antes das 7 horas locais (1000 GMT) na véspera de Natal, de acordo com um comunicado da presidência.

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A remessa consistia em duas pequenas caixas, cada uma embalada com 23 kg (50 libras) de gelo seco para mantê-los nas temperaturas ultra-frias exigidas e 13 kg de seringas carregadas com vacina.

As caixas foram transferidas por helicóptero da polícia para um centro de logística na capital Santiago, com vacinação prevista para começar no final da manhã.

O Chile está entre os países da América Latina que mais fecharam acordos bilaterais com empresas farmacêuticas, incluindo acordos com AstraZeneca, Pfizer e Sinovac, bem como o esquema de distribuição global de vacinas COVAX.

As autoridades pretendem inocular 80% da população de 19 milhões do Chile até o primeiro semestre do próximo ano.

A vacina de duas doses Pfizer-BioNtech será distribuída para profissionais de saúde em hospitais em Santiago nesta quinta-feira (24). Os profissionais de saúde das províncias de Araucânia, BioBio e Magallanes, ao sul, começarão a ser vacinados no dia de Natal.

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O presidente Sebastian Pinera disse que foi um "momento feliz" depois de um ano difícil no Chile, que foi atingido por intensos, às vezes violentos, protestos antigovernamentais que começaram em outubro de 2019, depois o surto de coronavírus em março e suas conseqüências econômicas associadas .

Pinera disse que a vacina era "gratuita e voluntária" e aprovada por reguladores de saúde locais e internacionais.

“Quando alguém se vacina, está protegendo não apenas a si mesmo, mas também seus entes queridos, sua comunidade e o país”, disse ele.