Chile comprará mais vacinas da Sinovac e tenta negociar com Johnson & Johnson

O país sul-americano, que soma cerca de 830 mil infecções do vírus, foi um dos primeiros da região a firmar acordos com vários laboratórios

Fabián Andrés Cambero, da Reuters, em Santiago
01 de março de 2021 às 16:43 | Atualizado 01 de março de 2021 às 16:44
Chile utilizará a Coronavac, importada de Pequim, para iniciar vacinação em mass
Chile utiliza a Coronavac, importada de Pequim, para iniciar vacinação em massa
Foto: Thomas Peter/Reuters

O Chile aumentará a compra de vacinas contra o novo coronavírus da chinesa Sinovac agora que busca fortalecer sua campanha maciça de inoculação, e também tenta selar um acordo com a Johnson & Johnson, informou seu ministro da Saúde nesta segunda-feira.

O país sul-americano, que soma cerca de 830 mil infecções do vírus, foi um dos primeiros da região a firmar acordos com vários laboratórios, o que permitiu vacinar até o momento mais de 3,35 milhões de seus 19 milhões de habitantes.

"Também estamos negociando com a Sinovac um aumento da quantidade de doses, que eram originalmente 10 milhões. Mas foi possível obter rapidamente, ainda não posso dar a cifra, um aumento importante", disse Enrique Paris aos repórteres.

Ele ainda explicou que há negociações em curso para obter a vacina russa Sputnik V, assim como com o laboratório CanSino.

Quanto à Johnson & Johnson, Paris disse que ainda estão em debate os detalhes do contrato e de seguros, e por isso ainda não há uma data na qual se poderiam receber eventuais lotes deste laboratório.

"Se não conseguirmos avançar com eles (Johnson & Johnson), teremos que seguir negociando arduamente com outras empresas", afirmou o ministro.

O Chile tem contratos com Pfizer-BioNTech, Sinovac e AstraZeneca/Oxford, além de estar no convênio global Covax, para garantir seus suprimentos.

Paris explicou que, através do Covax, o país receberá em breve um primeiro lote de 890 mil doses da vacina AstraZeneca/Oxford.