Palácio de Buckingham contrata advogados para investigar alegações contra Meghan

Investigação começou após relato na mídia britânica de que a Duquesa de Sussex intimidou funcionários da equipe real

Max Foster e Rob Picheta, da CNN
15 de março de 2021 às 11:07
Meghan Markle
Palácio de Buckingham contratou excritório de advocacia para investigar alegações contra Meghan Markle
Foto: Reuters

O Palácio de Buckingham contratou um escritório de advocacia externo para investigar as alegações de que Meghan, Duquesa de Sussex, intimidou a equipe real.

Inicialmente, o Palácio disse que investigaria o caso depois uma reportagem do jornal britânico The Times, que citou assessores reais não identificados sobre uma queixa feita contra Meghan, em 2018.

Um porta-voz do Palácio de Buckingham informou nesta segunda-feira (15): “Nosso compromisso de examinar as circunstâncias em torno das alegações de ex-funcionários do Duque e da Duquesa de Sussex está sendo levado adiante, mas não faremos comentários públicos sobre isso”.

A CNN não foi informada sobre qual empresa investigaria as alegações. A mudança ocorre no momento em que o Palácio enfrenta uma crise depois das declarações feitas pelo príncipe Harry e Meghan, durante a entrevista explosiva com Oprah Winfrey.

Harry e Meghan não fizeram comentários nesta segunda, mas um porta-voz do casal avaliou as acusações de bullying relatadas pelo The Times como “difamatórias”.

“Vamos apenas chamar isso do que é – uma campanha de difamação calculada com base em desinformação enganosa e prejudicial”, disse o porta-voz dos Sussex. “Estamos desapontados em ver este retrato difamatório da Duquesa de Sussex receber credibilidade por um meio de comunicação.”

A guerra de palavras entre os dois campos eclodiu pouco antes da exibição da entrevista de Meghan e Harry com Oprah, na qual o casal expôs as dificuldades de suas vidas como membros da realeza e fez uma série de acusações contra a família.

O mais surpreendente é que Meghan confessou que havia “preocupações e conversas” sobre a cor da pele de seu bebê, Archie, e “o que isso significaria”. O Palácio de Buckingham disse mais tarde que a alegação de racismo era preocupante, mas que “seria tratada pela família em particular”.

A realeza, no entanto, adotou uma abordagem diferente com as alegações de que Meghan intimidava a equipe real, surgidas na reportagem do The Times. A contratação de uma empresa externa ocorre depois de o Palácio afirmar que sua “equipe de RH analisaria as circunstâncias descritas no artigo”.

“Os membros da equipe envolvidos no momento, incluindo aqueles que deixaram a Casa, serão convidados a participar para ver se as lições podem ser aprendidas”, declarou, anteriormente, o órgão.

Durante a conversa com Oprah, Harry e Meghan também expuseram que reclamaram várias vezes no Palácio a respeito de sua saúde mental, mas foram ignorados; a Duquesa de Sussex revelou ter pensado em suicídio. As afirmações do casal repercutiram em toda a mídia britânica e colocaram a realeza sob escrutínio.

Até agora, o Príncipe William foi o único membro sênior da realeza a enfrentar perguntas da entrevista. Na semana passada, ele respondeu a um repórter que os membros da realeza “não são uma família racista”.

(Texto traduzido; leia o original em inglês)