Cidade no norte do Haiti tem protestos antes de funeral de Jovenel Moise

Moise, eleito presidente do país, será enterrado nesta sexta-feira (23) em Cap-Haitien; ele foi assassinado dentro de casa em 7 de julho

Reuters
22 de julho de 2021 às 12:23 | Atualizado 22 de julho de 2021 às 12:27
Polícia tentar conter haitianos perto de delegacia
Haitianos protestam após morte de presidente do país
Foto: Valerie Baeriswyl/AFP/Getty Images (11.jul.2021)

A inquietação social atingiu a cidade haitiana Cap-Haitien, ao norte do país, quando manifestantes organizaram bloqueios nas estradas nesta quarta-feira (21) em protesto contra o assassinato do presidente Jovenel Moise no começo deste mês, cujo corpo será sepultado no local na sexta-feira (23).

Chefes da polícia nacional convocados supervisionar o funeral de Moise foram recebidos com protestos de apoiadores do presidente. Os manifestantes consideram a polícia culpada pelo assassinato de Moise em sua residência oficial no dia 7 de julho.

Autoridades do governo afirmam que Moise foi assassinado por uma equipe composta majoritariamente de mercenários colombianos, mas há muitas questões sem respostas, incluindo por que as forças de segurança do presidente não o protegeram.

Pelo menos uma pessoa morreu nas ruas de Cap-Haitien após as manifestações, que aconteceram pouco antes de a viúva de Moise, Martine, comparecer ao primeiro evento público desde que retornou de Miami no fim de semana.

Primeira-dama do Haiti, Martine Moise, retorna ao país após atentado que tirou a vida do presidente Jovenel Moise
Foto: Reprodução/Reuters

Vestida de preto, usando máscara e com o braço direito engessado em uma tipóia, Martine Moise sentou-se em silêncio atrás de um retrato do seu marido enquanto o padre louvava o estadista morto.

Martine, ferida no ataque ao seu marido, não falou, mas chorou quando as comemorações terminaram ao som da canção "Ave Maria".

(Por Herbert Villarraga, em Cap-Haitien, no Haiti; reportagem adicional de Dave Graham e Andre Paultre, em Porto Príncipe)